terça-feira, 31 de agosto de 2010

Agosto se esvai e desse mês de desgosto eu levarei boas e más recordações.

Levarei o som do avião pousando de volta na vida real, levarei a leveza da tarde de sábado em trio, a persistência da primeira semana executada sem falhas, o coração saltando com a chegada das primeiras mensagens, o enxame de borboletas ao saber que o furacão estava de volta.

Levarei, também, o sorriso enquanto cortava queijo para mim, a dor de saber que era apenas mais uma noite em um furacão, a calma de um beijo leve, o sorriso no olhar que me fez esquecer a dor.

Levarei as horas de espera, a ansiedade, o sorriso de felicidade a cada janela laranja piscante, os novos adjetivos e os novos sonhos totalmente verdes.

Também vou levar o ensinamento de que não é possível encarar um furacão, mesmo que estejamos dentro da armadura mais dura de todo mundo. Que de furacões, apenas nos é permitido correr, com toda força, sem olhar para trás. E que certos amores podem levar anos para serem declarados, mas isso não impede que eles existam.

E agora que setembro já pede passagem, que esse seja um mês de encontros, de sorrisos, de abraços, de amores. Um mês de reencontros. Dois já tem até data e hora. ;)


No fim, entre mortos e feridos, saímos todos vivos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

Os piores dias, no começo, foram os domingos. E ainda hoje são. Não há mais necessidade de acordar antes do almoço e tomar banho para esperá-lo. Também não há necessidade de fazer malabarismos para impedi-lo de olhar o futebol de todosantodomingo. Também não há mais a angustia de que quando o Fantástico acabar será hora de vê-lo partir.
Hoje, esses efeitos são amenizados pelos banhos de sol, pelos cafés de todo domingo, pelas horas a mais de sono. Mas em dias como hoje, quando está difícil até para eu conviver com a minha pessoa, sinto falta de alguém que cozinhe um hambúrguer vegetariano e que me ponha na cama.


Na verdade, eu não sinto falta de Alguém, eu gosto mesmo é de ser mimada! ;)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Hoje eu acordei com saudade de Salvador. Saudade do mar calmo e da água fria de lá. Acordei sentindo um cheiro no quarto e já não sabia que cheiro era. Quero dizer, sabia qual era, mas não fazia mais sentido lembrar-me dele. Ele me parecia confuso.


Acordei me perguntando se você já conhece Salvador, se já descobriu a calma que mora naquele mar. Acordei com vontade de te mostrar uma série de músicas que parecem ter sido feitas sob medida para esse momento. Acordei querendo que não fosse esse cheiro que estivesse aqui...

É mais difícil parar que continuar.



Foto: arquivo pessoal.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

No fim de doismilesete eu escrevi um texto que agora teimo em não encontrar. Era um dos meus textos de fim de ano, daqueles balanços do que passou e cheio de planos para 2008. Nesse texto eu expus meus primeiros planos de mulher. Não de menina, daquela vez era a primeira vez que parecia fazer sentido usar o substantivo mulher para definir minha pessoa.
Nesse texto eu falava que 2008 seria apenas uma fase, nada de grandes descobertas, nada de grandes inovações, apenas um caminho para chegar em um lugar que eu achava ser meu lugar. Havia em mim a calma de quem edifica algo em cima de um terreno firme.
2008 chegou, descobri que o terreno não era tão firme assim e desde então estou as voltas comigo mesma. Estou fugindo desesperadoramente de alguma coisa que sou incapaz de denominar. Fugindo dos meus planos, dos meus problemas, dos meus sonhos, da minha estabilidade...
A fase que previ para 2008 não chegou, mas agora se faz necessária. Já não é mais tempo de fugir dos meus problemas, e sim encará-los com a seriedade que uma mulher deve ter. Mas, assim como uma menina-moça ainda deseja uma boneca, eu ainda desejo a irresponsabilidade dos meus atos.


Tente lembrar quais eram os planos
Se nada mudou com o passar dos anos

ah, me apaixonei pro Thiago Pethi. Tava atras de uma trilha sonora para esse agosto em tons pasteis e achei.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dona Sora achou aqui e hoje, entre caminhadas, horas de reclamações, encontros marcantes e telefonemas saltitantes, ela me desafiou a escrever nove coisas que ela não soubesse de mim. Levando em conta meu talento para me expor e nossos milênios de amizade, lá vou tentar.

1 – Morro de preguiça de lavar o cabelo. Gente, meu cabelo tá gigante, principalmente se comprado a cortes quase “joãozinho” que já tive. Nada mais justo que ter preguiça de lavá-lo dia-sim, dia-não. Principalmente quando é dia-sim dia-também! ^^
2- Às vezes eu fico pensando e se eu morresse agora? Eu sei que é macabro, mas é mais freqüente do que eu queria pensar. ¬¬ Acontece principalmente em aviões e barcos, apesar de que não tenho medo de nenhum dos dois. Mas SEMPRE eu fico imaginando se acontecesse um acidente, como eu sairia do lugar.
3- Odeio ficar vestida e calçada em casa. Nunca conseguiria morar em apartamento que vizinho pudesse me ver, iam viver me vendo pelada. Sério. Dá agonia! Chego em casa, banho e fico de toalha se deixar até ter de sair de casa de novo. Por isso uso roupão!
4- Da minha infância, tenho a impressão de lembrar da minha primeira palavra. Juro! Falei sapato enquanto uma tia minha tentava enfiar meu sapato no pé. Dizem que falei “papato”. Não sei se criei uma imagem na minha cabeça da cena ou se lembro. A neurolinguistica deve explicar.
5- De madrugada , tenho mania de conferir se minha vó ta respirando. Ela faz barulho pacas dormindo e para do nada. E como eu não durmo, quando ela para eu levanto e vou checar se ta tudo bem. Pura paranóia. Minha vó tem mil vezes mais saúde que eu.
6- Tô criando o habito de passar o domingo de biquíni. Acordo, juro que vou pra piscina, ponho o biquíni e até passo uma meio horinha lá, depois desisto e fico o resto do dia me prometendo que vou tomar sol. Como procrastinar até o banho de sol semanal...
7- Tenho guardada ao menos uma rosa de todos os buques que ganhei na minha vida toda. Desde o de 15 anos, passando pelos três anos de relacionamentomuitosério até pelas flores solitárias que ganhei depois. TODOS!
8- Me deram comida na boca até os 9/10 anos de idade. E se eu der sopa, saem correndo atrás de mim com a comida até hoje. Minha mãe tem dessas loucuras, galeris, mas eu era magrela e doente, o que não mudou muito nos últimos 12 anos...
9- Eu adoro comer açúcar puro. Isso, açúcar puro. Pegar o potinho, uma colher, um litro d’água e sentar na frente da TV. Sim, eu sei, minha glicose é alta.

Ta aí, depois de mais de uma hora, nove coisas que acho que quase ninguém sabe de mim. 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios, premonições.

Que os sonhos bons de agosto se tornem realidade. Que esse mês de agouro tenha me trazido algo para festejar. Que esses últimos dias passem rápido. 


o mote é do Caio Fernando Abreu, celebrando, ainda, agosto. 

domingo, 22 de agosto de 2010


uma fechadura tem vários buracos. uma pessoa tem todas as chaves para abrir esta grande fechadura. mas ela não consegue enfiar todas as chaves nos buracos correspondentes de uma só vez. ela tenta então colocar uma de cada vez. mas quando ela acerta uma, a outra se trava, porque a fechadura só aceita que todas as chaves sejam colocadas simultaneamente. a pessoa estuda, durante muito tempo, as coincidências entre os dentes das chaves e os orifícios de cada entrada. mas não consegue segurar tantas chaves nas posições corretas de uma só vez. cria então um mecanismo de suspensão das chaves nas posições certas, insere-as e coloca-as todas em suas entradas correspondentes ao mesmo tempo. a porta se abre, mas já se passou muito tempo para que a função cabível fosse cumprida.


Meu gosto por metáforas se anima ao ler qualquer dos textos dela. Textos de acentos, de viagens, de gente, e mais gente. Adoro quem fala por metáforas. =)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Hoje eu pedi sushi pelo telefone. Eu nunca peço comida pelo telefone, sempre prefiro dirigir até a padaria e comer mais que o necessário. Mas hoje eu pedi. Seis. De tomate seco. Com salmão? NAAAAAO! Só tomate seco. Eles chegaram um tempo antes dele aparecer online. Eu quebrei o hashi e eles saíram inteiros, simetricamente partidos.
Uma vez, alguém me disse que aquilo falava sobre nossa vida amorosa. Que quando saia muito torto era porque nossa vida não tinha mais jeito. Mas quando saía retinho...

Eu sorri, pensando que talvez a maré esteja mudando. E a janela piscou, laranja, alguns minutos depois, para me roubar mais sorrisos. 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Eu me acostumarei facilmente a você, aos seus mimos, aos seus adjetivos, a sua dedicação.

Na verdade, acho que já me acostumei. Já sinto falta da sua voz, das suas piadas, do seu cheiro.

Eu teria uma vida feliz ao seu lado, talvez sem lugar marcado, talvez com o espírito livre. Eu sorriria todo dia, sei que me faria rir das coisas mais idiotas, mas também serei que seria grave, quando fosse necessário. Mas boa parte do tempo, eu seria a séria, você o palhaço. Mas, quem disse que eu não gosto de palhaços?


Não quero que você ocupe um lugar que não é seu, não te quero no lugar de ninguém, nem quero que meu lugar em você tenha outros sabores, sabores antigos. Quero que sejamos novos, um para o outro, novos como é possível ser quando se tem alguma historia marcante.

Não quero comparações, não quero que você conheça-o, nem quero conhecê-la. Não quero que lembre dela quando um dia brigarmos. Sim, eu já suponho que seremos algo ao ponto de um dia brigarmos. Nem quero lembrar dele nas suas ausências.


Acho, no fundo, que esse é meu único pedido. Se faça uno na minha vida, porque algo me diz que você já se faz algo. 


Foto: Adelaide Ivanova, via

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Você se tornou uma daquelas mulheres modernas, ele disse ontem, enquanto almoçávamos.

De cara eu contestei, mas como ele estava me escutando tanto, apenas sorri.

Mas hoje, ao chegar em casa depois de correr 1km todinho sem parar e descer do carro carregando o notebook, uma bolsa com as roupas de academia, uma revista de moda, uma bolsa gigantesca e uma barra de chocolate, me dei conta de que sou mesmo uma daquelas mulheres modernas, daquelas que vem com o programa de multi-função embutido de fábrica.

Eu acordo cedo, mais cedo do que desejaria, vou para aula, tenho reuniões durante o almoço, resolvo coisas no celular quase o tempo todo, vou para o estágio, corro todo dia, tenho mais aulas, arrisco falar uns três idiomas, entendo bem que o primer vem antes de tudo e o corretivo só depois da base, não resisto a nenhuma liquidação de sapato, acabo o orçamento antes do fim do mês, enfrento o mecânico sozinha, nunca estou satisfeita com meu peso, com minha bunda ou com meu cabelo, faço as unhas uma vez por semana, encano diariamente com minha sobrancelha, como para enfrentar a solidão, choro quando vejo um gatinho de rua e estou na TPM...

Enfim, uma daquelas mulheres malucas neuróticas. Um pouco mais que neuróticas, na verdade... 

domingo, 15 de agosto de 2010


Eu trocaria a eternidade por esta noite
Porque está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por

Tão bom quando a gente encontra quem fale pela gente, que apenas se encaixe no nosso silêncio perturbador. 

sábado, 14 de agosto de 2010


de ficar sozinho, de sabado a noite em casa, de aprender a amar você mesmo. 


essa internet tem mesmo umas coisas bonitas, né?

Via. 

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Durante 22 anos eu esperei essa declaração. Esperei ouvi-la durante os meus 15 anos, ou quando fui receber uma medalha por prêmios da escola, ou quando passei no vestibular ou em qualquer um desses 22 anos. Mas hoje, inesperadamente como uma tempestade de verão, você me disse, assim...
Sempre quis que você me entendesse melhor, que compreendesse o quanto acho que pareço com você, que me escutasse como acho que só você me escutaria. Sempre senti sua falta. Mas eu simplesmente calo, e te olho, com um misto de medo e amor. Amor que nunca vou compreender como ainda sinto e medo de que no meu próximo deslize você fuja de novo.
Durante anos eu apenas me culpei. Em outros a culpa era toda sua. Agora não há mais quem culpar ou defender, existem apenas nós dois, nossos erros e nossas fugas, nossa mania de colocar tudo embaixo do tapete e fingir que não há problemas.


Será que dessa vez a gente para? 

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

“Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um.”


Que seja assim então... Que agosto se vá, que eu sinta falta de outros mares verdes e não desses, que eu me acostume a lembrança apenas como lembrança, que tudo seja leve, que agosto não traga nenhum agouro. 


a imagem é daqui, e o mote é do Caio Fernando. E olhe que eu sofro daquela fobia de retwitter dele, mas para falar de agosto, não ninguém melhor. 

domingo, 8 de agosto de 2010

Ela não queria ficar, mas queria-o como talvez nunca mais quisesse ninguém.
Ela sabia que havia um mundo a ser descoberto, mas sabia que se ele ousasse lhe pedir ela renegaria qualquer vida.
Ela sonhava com as água dos pacifico, com as igrejas da Europa, com as belezas da índia. Mas queria ter filhos deles, filhos que lembrassem ele.
Ela não podia deixar de querê-lo, mas também não podia deixar de amar o mundo.

Fechou a porta bem devagar, sem fazer barulho e sem antes olhá-lo com amor e saudade.


“um dia vai ser nosso tempo, e quando ele chegar começo a ter dúvidas se vai passar.”


imagem daqui.

sábado, 7 de agosto de 2010

Me desfaço no teu olhar.


No francês, quando se quer dizer que alguém se apaixonou dizemos: il est tombé amoureux.
Tombé?! Isso aí, no português fica bem próximo de tombar, cair.
E estar apaixonado é extamente isso não? Estar aos pés de alguém, estar “tombado” por alguém. Não conseguimos ser racionais, nãp conseguimos pensar com clareza alguma, ficamos apenas ali, perante o outro, a mercê do outro...
Por mais racionais que sejamos, meticulosos, calculistas até, nos desfazemos de toda essa racionalidade e somos, de repente, simples adolescentes que não conseguem ter confiança alguma, precisamos do olhar do outro para nos dizer o que nós mesmos já dizíamos antes.


Eu sabia que seria assim, o suor frio quando te vi, as borboletas, o nervosismo, a adolescência de volta. É assim estar apaixonado não?



sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Confesso que tremo a simples menção do seu nome. Confesso que me falta ar imaginar te ver. Confesso que preferia manter-me longe. Confesso que te evito. Confesso que ainda consigo senti seu cheiro. Confesso que sinto sua falta. Confesso que me sinto uma criança ao te evitar. Confesso que não sei como vou te esquecer. 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010


para terminar a quinta feira feliz, essa menininha com a cara mais linda do mundo! Ah como eu queria que a Ivina fosse assim... 

via.

[edit: mamãe acaba de dizer que eu era bochechuda assim, ou seja, posso ter uma filha assim! haha!]

quarta-feira, 4 de agosto de 2010


tem dois anos que eu digo que vou parar, tem dois anos que eu não consigo parar. 
será dessa vez?


imagem daqui

terça-feira, 3 de agosto de 2010


Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.




 
Ela se afastou espelho, olhou-se, um último retoque nos olhos. Nada ia atingi-la, ia passar imune por agosto. Agosto, o mês do desgosto.

 
Imagem daqui.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010


A cada moleskine, a cada diário terminado, uma época da vida se fecha.
Os diários, mais longos, pedem despedidas mais formais, textos de conclusão do ano, balanços de perdas e ganhos. Os moleskines, tão pequenos e passageiros, ganham, no máximo, lista de coisas a esquecer, de contas a pagar, de promessas a cumprir.
Mesmo assim, mesmo que dure 1 ano ou apenas 3 meses, a cada fim, a sensação de novo é reconfortante. Nas novas páginas uma nova vida poderá ser escrita, sem tantos erros, sem tantos choros. Existe, sempre, novas possibilidades, novos ares...

domingo, 1 de agosto de 2010


e no semestre novo?

lindissimo postal daqui. ganhei alguns postais dela e me apaixonei! *-* thanks sora!