domingo, 31 de janeiro de 2010

Um mês de blog, e o que falar?

Se ta funcionando? Ao que se prestava esse blog, ou seja, me fazer voltar a escrever diariamente sem usar tanto o eu e sem ser um diário, CLARO! Desde as finadas épocas de fazines, moi e afins, e de blogs como DG, eu não conseguia colocar tanto as coisas para fora.

Se ta funcionando como obrigação? Claro! É bom sentir que temos responsabilidade sobre algo que nos propomos a fazer.


Por enquanto vai tudo bem, e agora faltam só uns 11 meses! \o/






tô musical hoje! ;)

sábado, 30 de janeiro de 2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Quem vai estar daqui a cinco anos?

Normalmente eu me pergunto aonde eu estarei daqui a cinco anos, mas a uns dias me fizeram uma pergunta no formspring , hoje eu tive uma puta conversa com um amigo e cheguei em casa para abrir isso. Definitivamente era um sinal para falar de pessoas e não de coisas.

Claro que não sou exceção, já tive vários amigos ex-amigos. Amigos que foram embora porque os ventos mudaram e entenderam essa mudança. Esses são aqueles que encontramos vez por outra, em um bar qualquer, e conversamos por horas para depois ficar apenas aquele bom sentimento de saudade dos dias vividos.

Existem, também, os ex-amigos inconformados. Aqueles que nunca aceitaram o dia que você largou o coturno e comprou um salto, ou que nunca entenderam porque você começou a namorar aquele nerdzinho. Desses amigos, na maioria das vezes, preferimos manter uma distancia para que nenhuma memória positiva possa ser afetada.

Ainda há aqueles que se espera que nunca se tornem ex-amigos. Aqueles que amizade vem do nada e perdura por anos a fio, baseada em qualquer sentimento que não pode ser nomeado. Nem precisa ver todo dia, ligar toda semana, sair todo mês. Não se torna um ex-amigo porque não há brechas nessa amizade, as vidas mudaram, as rotinas mudaram, os gostos mudaram, mas ainda há um espaço dedicado ao outro. E esse espaço é único.

Assim, espero que as conversas de hoje sejam verdadeiras ao ponto de não se tornarem papo de ex-amigos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Is love forever?

Hoje eu queria falar de amor. Queria falar de estar apaixonado, de estar feliz, de dormir e acordar com um sorrisinho, com um beijinho, com o um cafuné. Queria falar de como é bom apenas sorrir e saber que algo foi entendido. Queria falar do sentimento estranho é a dúvida dos primeiros tempos de um amor, de como é engraçado quando não se sabe onde pisar e vai se tateando o coração do outro com calma, um pezinho por vez. Queria falar do frio na barriga, do suor das mãos, dos primeiros gostos, do barulhinho bom da risada, do brilho no olhar do primeiro café da manhã.

Na verdade, hoje eu não queria falar disso, eu queria viver isso. Todo esse turbilhão de coisas e sentimentos tão plenos e instigantes...



Será que existe pós TPM?!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


Dependência física ou psicológica?

Hoje começa meu suplicio. Duas semanas sem óculos.
A quanto tempo eu uso óculos? Foi a primeira pergunta que fiz para mim mesma quando notei que seria impraticável duas semanas inteiras sem enxergar naaaada.

A resposta me veio borrada como todas as imagens de hoje: 11, 12, 13 anos? Não lembro e isso não faz diferença, mas agora, mais uma vez entendo que sem eles eu não seria nada. Como um homem de lata sem coração...

É mágico sair a noite e perceber as cores, os contrates, as formas e não apenas borrões assustadores de luz disforme. Claro, o contraste esse borrão e a uma imagem clara é quase como uma embriaguez instantânea. Mas mesmo assim, a perspectiva de passar dia após dia bêbada de luzes e formas é mais do que assustadora.


imagem daqui.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Auto-sabotagem.

Até onde vai nosso medo de sentir, de se jogar, de não respeitar limites?
Nós, seres humanos, parecemos cada dia mais travados para lidar com qualquer coisa que inclua sentimentos. Não sabemos admitir o que sentimos, não sabemos admitir o que não sentimos, não sabemos respeitar espaços e proximidades.

Estamos sempre nos confundindo entre o que queremos e o que nós fará bem. Seja por pura confusão, seja por medo. E esse medo inúmeras vezes nos leva a preferir estradas longas que sabemos que não vão chegar a lugar algum do que um pulo no abismo que pode ser simplesmente a entrada pro paraíso.

Auto-sabotagem. Pura e legítima.

É mais fácil fugir da felicidade do que encontrar desculpas para disfarçar a tristeza. E nem deveria ser, sem toda essa tristeza da qual fugimos tanto não haveria felicidade alguma. A natureza já tentava nos explicar isso quando colocou um arco íris para vir depois de uma tempestade, nós, burros que somos é que preferimos nunca descobrir quantas cores um arco íris tem para simplesmente não passar pela tempestade, e, no fim, descobrimos que garoas diárias são bem mais prejudiciais.


Que em 2010 eu hesite menos, pense menos, fale mais, ame mais.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Efemeridade.

Não fui acostumada a lidar com coisas efêmeras, minha amizades são de longa data, sou capaz de amar uma pessoa por anos, despretensiosamente. Sigo tradições como ninguém, honrando bem o título de capricorniana que tenho.

A alguns verões atrás, numa época não tão gloriosa assim da minha vida, conheci alguém que me ensinou o valou de uma coisa efêmera. O valor de um amor efêmero. Ele nunca me prometeu nada, nunca disse uma única vez: te vejo amanhã. Mas era certo, como 2 e 2 são 4, que nós veríamos amanhã e depois e depois até que os dias dele aqui tivessem todos passados.

E nos vimos, não como uma obrigação, mas com prazer, sem pensar um segundo que esses dias acabariam e sem fazer promessas que sabíamos que não poderíamos realizar. Nosso tempo era aquele, não pertencíamos ao universo um do outro e por mais que gostássemos de estar juntos sabíamos que aquilo apenas funcionava por ser passageiro.

Dessa pessoa guardo essa lição, talvez uma das maiores da minha vida: certas coisas foram feitas para durarem apenas um verão. O ruim é caber a nós entender que coisas são essas e quanto tempo é, de fato, um verão.


memória olfativa é a pior parte.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O mandacaru na sala de jantar

Ontem eu comprei um mandacaru. Isso mesmo. Sempre quis ter um cactus em casa, mas me diziam: "Dá azar..." E eu desistia. Mas ontem passei num florista quase em frente a meu prédio no Rio e perguntei: "Tem cactus?" Ele abriu um caminho entre samambaias e tinhorões e apontou-me o mandacaru. Fiquei fascinado pela planta. Não era um cactus qualquer; era um personagem do Nordeste, uma famosa planta brasileira.
O leitor já viu um mandacaru? Esse deve ter um metro e sessenta, reto, com três braços abertos, uma pele verde-oliva entre plástico e couro-de-lagarto, aberto em gomos sinuosos e cravejado de pequenos espinhos. Em minha casa há um enorme quadro amarelo com um sol em contra-luz e eu o coloquei ao lado, de modo a criar uma paisagem de caatinga na minha sala. Então, feliz com meu dia de jardineiro, resolvi escrever meu artigo semanal; mas fui tomado por um grande tédio.
Escrever o quê sobre essa paralisia histórica mundial que finge ser dinâmica, mas apenas roda no mesmo erro, como um aleijado caído no chão, girando em volta de si mesmo, entre Bush e Osama, entre Lula e tucanos.
Do fundo da sala, meu mandacaru se postava como uma sentinela, ali, junto ao quadro ensolarado de Thereza Simões. E ele me despertou a fome de alguma coisa permanente, que viajasse no tempo dos milênios, nesse mundo caindo em epilepsia histórica. E resolvi escrever sobre ele.
Fixei-me no mandacaru, aproximando-me como uma zoom. Ali estava ele, há milhões e milhões de anos, imóvel, fora do tempo e da história, um observador mudo. Olhei bem a forma do mandacaru. E sua visão deu-me um grande alívio, o prazer de estar em contato com um filho da natureza como eu, companheiros há bilhões de anos , uma solidariedade discreta, como um guardião me protegendo.
Cheguei mais perto, passando a mão em sua pele lisa e dura como o dorso de um dragão, crivado de espinhos que palpei delicadamente, como a um bicho manso, mas que pode morder de repente. Minha mão tremia neste contato solitário, nós dois a sós na madrugada do Rio, chovendo lá fora - uma conjunção quase amorosa, ele quieto e dócil e eu curioso como um macaco diante do mistério. Ele é um individuo vivo, sim, tanto que cresce, floresce quando vem chuva no sertão, tem cardos para o mundo perigoso, mas não toma a iniciativa. Só espera. Percebo que tudo nele tem causas, razões milenares, esculpidas pela necessidade de existir. Quantos milênios se incorporaram na sua vontade de viver? O verde escuro tem uma razão, as volutas de seu corpo, seus braços em cruz, apelando para os ares, tudo é um relato cifrado para mim, narrando os eventos que passaram por milhões de séculos. A história da natureza está toda ali, contada por seus gomos e espinhos.
Ao homem que mo vendeu, perguntei se tinha de regar. Não, ele não precisa de água, nem de nada. O meu mandacaru não come nem bebe. Só vive. "Por que" - penso, metafísico. Para que? Para nada, nos ensinou Darwin, abrindo o caminho do "alegre saber" desesperançado para a filosofia. Nada.
Ele é elegante, frugal e forte como um sertanejo - a comparação inevitável. O mandacaru é um sertanejo de braços abertos diante do nada, sob o Sol, existindo em pleno vazio - como nós... Só que ele não tem ilusões de sentido, coisa de humanos. Ele é uma lição incompreensível, um segredo insuportável sobre nosso destino que não podemos encarar. Mas, se ele está fora da história - me pergunto -, por que então os espinhos? Ele se defende de que, há milhões de anos? O mandacaru está sempre pronto para a ação. Ele não ataca, mas contra-ataca os bichos que tentaram mascá-lo, dentes primitivos que interrompiam a ordem que seus genes lhe davam: "Exista! Viva!"
Por isso ele está sempre "en garde", com bracinhos curtos, como um soldado, um espadachim.



o resto aqui.

toda vez que leio esse texto, penso o quanto quero ter um mandacaru em casa, no meio da minha sala, me lembrando todo dia de que sou nordestina.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

McDonalds - CocaCola Rainbow Glasses! from ECHOLAB on Vimeo.

se eu não fosse vegetariana até comeria mcdonald's depois disso. só pela ovelinha linda...

mas como eu tomo coca cola.... o/

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010



Cabeça vazia, oficina do diabo. Já dizia minha vó, e a cada dia descubro que ela tem mais razão, tô ocupada até a alma e sem nenhum tempinho nem de querer ficar triste!


\o/
Diabinho daqui. Lá tem uma porção de coisas legais de pano, muito lindas! *-*

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Fazem só 7 anos, meu deus, meu sobrinho não tem 7 anos, mesmo assim parece que foi há duas eternidades. Uma outra vida, bem diferente da que levo hoje.

Era o ano de 2002 e faltavam alguns dias para meu aniversario de 15 anos. Vimos na parede de uma livraria, que na época era só uma mínima lojinha em um shopping igualmente mínimo, um cartaz todo colorido que chamava atenção de qualquer um. Colocado bem a altura dos olhos, líamos Oficina de Fanzine. O que diabos era fanzine? Na época, não fazia sentido algum saber o que era, tínhamos o direito de experimentar tudo. Vamos? Vamos!

No dia marcado, ela não foi e hoje não lembro se quer porque, mas eu fui. Não lembro que roupa usava, nem nada. Sei, pelas fotos da época, que meu cabelo laranja já havia desbotado e eu carregava meus fios loiros não pintados conforme as ordens maternas. Sei, e isso sei porque minha memória lembra, que levei um punhado de canetas e minha agenda do ano seguinte.
Não lembro dos detalhes, hoje parece tudo nublado, mas lembro da historia que ouvi naquele dia. Eram pessoas com alguns poucos anos a mais que eu, todos transpiravam alguma juventude que ia além dos 20 e poucos anos. Ninguém, naquela época, havia se formado e poucos que conheci naqueles dias de fato trabalhavam, alguns estagiavam, outros tentavam viver da música, do teatro e punhado dava oficinas daqueles fanzines pela cidade que desde então se tornou cidade solar.

Foi tudo tão rápido, eu tinha ganho um violão de presente adiantado, eu tinha lido muito mais coisa do que muita gente da idade deles, eu sabia decorada a discografia do cazuza e do Pink floyd... Descobri, antes do fim daquela semana, que eles eram exatamente aquilo que eu queria ser, um dia, daqui a alguns anos.

Com eles, além de toda a historia do fanzine, aprendi a compreender diferenças, a me entender como uma dessas diferenças, a não querer me igualar, a não deixar meus sonhos guardados. Ganhei deles a chance de fazer parte de alguma coisa, pela primeira vez na minha vida, e cada vez que revejo ou reconto essa historia me dou o direito de ter uns minutinhos de otimismo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Todo domingo, como que um compromisso religioso, eu tomo café com minha melhor amiga. Minha melhor amiga de décadas, se é que podemos usar décadas para medir tempo quando temos pouco mais que duas delas...

Esse domingo, depois de finalmente o ano de 2010 ter começado para mim e depois de toda minha crise depressiva pós aniversario, voltamos ao assunto do que será de nós no futuro. Ou melhor, da nossa frustração por não sermos nada no presente.

Poucas pessoas entendem quando eu expresso minha raiva comigo mesmo por ainda estar na faculdade, ainda ter que pedir dinheiro para meus pais, ainda morar na casa da minha mãe. "mas você só tem 22 anos, tenha calma!” Tanta gente, ao 22 anos, já era absurdamente importante. Melhor, tanta gente já havia de fato saído da adolescência aos 22 anos!

Mas, claro, algumas dessas pessoas fizeram escolhas que para terem uma vida adulta acabaram por sacrificar um futuro que talvez fosse promissor. Nós, como uma imensa massa universitária da classe média, sacrifica esse amadurecimento para um dia ter a chance de ter um futuro. Afinal, se eu sair de casa e arrumar um emprego que me sustente, onde vou arrumar tempo para fazer aquele curso de alemão que vai ser o diferencial no meu currículo na hora de virar vice presidente júnior daquela multinacional que vai me pagar mais do que meu pais ganham em um semestre?!

O problema é quando a gente faz uma aposta dessas sem ter certeza que os números são os premiados...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Já é carnaval em Fortaleza! Desde ontem, blocos de pré carnaval invadem as ruas do Benfica e da Praia de Iracema com seus sons e amores. Alias, como se explica um amor de carnaval, desses assim, bem impossíveis, iguais ao que o Chico e a Elis cantam nessa música?



Para mim, esses amores são meras historias da carochinha. Nunca tive ou cheguei perto de ter nenhum, mas quem sabe esse ano não muda?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

1ª pessoa do plural.

- Chegar da farra e tomar a última cerveja da noite na varanda.
- Lavar a louça enquanto ele lava a sala um dia depois de encher a casa de amigos.
- Assistir juntinho com ele, pela quarta ou quinta vez, as dez temporadas de Friends.
- Tentar convencer o outro a tomar o banho primeiro quando tem que acordar cedo.
- Fazer um jantarzinho no capricho mesmo sem saber fazer jantarzinho nenhum.
- Mandar ele ir passear em noites de papo calcinha.
- Ficar lendo no quarto em noites de papo cueca.
- Elaborar tiragostos para que os amigos dele se sintam bem-vindos.
- Olhar cada cantinho da casa e saber que eles foram criados a quatro mãos.
- Adiar o almoço pras duas famílias porque só tem 6 pratos no armário.

[...]

Daqui.


Queria dizer que é só TPM, que amanhã vai passar, que tudo vai se acalmar. Mas só sei que às vezes ainda sinto falta.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais.

Mais do que pragmática, nessa música Elis Regina me parece assustadora.

Achei que esse sentimento extremamente pessimista em relação aos meus pais fosse uma coisa passageira, uma coisa da minha adolescência pseudo punk revolucionária. Mas a idade chegou e ainda me pego pensando num punhado de atitudes deles que não quero repetir.

Conheço uma quantidade relativamente grande de pessoas que encaram, e sempre encaram, seus pais como heróis. Os meus, apesar de todas as qualidades, sempre foram extremamente humanos para serem considerados heróis. Por um lado, me permito ter uma proximidade e uma honestidade muito maior com eles do que a maioria desses pais-heróis permite. Porém, por outro, aprendi, desde mais cedo do que fui capaz de entender, que eles erram, manipulam, se confundem, não sabem nunca exatamente o que querem...

Ainda faltam alguns anos para saber se eu serei tão bagunçada como mãe como eles são como pais, mas ainda sim espero que Elis esteja errada e que a gente possa virar a mesa, algum dia.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A ideia central de hoje é ficar bebada, e olha só o que eu achei! Aqui
tem uma lista de mais de 40 "sintomas" de quando você está realmente bebado. Ótimo pra entrar o clima de primeiro porre do ano!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Até onde a gente vai por dinheiro? O que é utopia quando a gente entra na faculdade e o que é realidade?


Depois de passar uma noite das “férias” em claro tentando terminar um trabalho que ainda não terminei começo a repensar onde minha utopia vai me levar... OU, pior, onde essa necessidade de dinheiro vai me levar!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Quais foram os melhores tempos da sua vida?

O que eu definiria como o melhor tempo da minha vida...? Primeiro é preciso perguntar o que é, de fato, tempo. Lembro de uns quatro ou cinco dias, perdidos no meio do nada, que julgaria como os melhores. Mas, daí, lembro também duma sensação maravilhosa dum fim de tarde, sentada na grama, tomando água e vendo o dia escurecer em Fortaleza... Já faz tanto tempo, agora já deve ter sido a uns 5 anos, ou 4, talvez, mas aquela tarde foi o ultimo momento feliz que vivi aqui...
É fácil, também, lembrar de uma serie de dias, dias 2009, onde vi o sol nascer e vi um certo pares de olhos brilhantes me encarando, únicos...
Então me dou conta que todos esses melhores tempos são apenas melhores instantes, já que, no fim, todos eles vêm de paixões que, como paixões que são, são antes de tudo furacões que viram e se mexem a cada instante e nos jogam de um lado a outro do mundo dos sentimentos contraditórios...


Quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz
Quero ver o amor crescer, mas se a dor nascer, você resistir e sorrir...
Se você pode ser assim, tão enorme assim, eu vou crer
Que o natal existe, que ninguém é triste, que no mundo é sempre amor!!!
Bom natal, um feliz natal, muito amor e paz pra você...
Praaaa voooocêêêêêê



sou só eu que tenho saudade de mim mesma como se fosse de uma outra pessoa?

sábado, 2 de janeiro de 2010

Porque 365?

Um exercício de escrita, de paciência, de perseverança, de organização, de criatividade, de compromisso, de tudo.

Será que eu consigo?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Começar por mim, claro, umbiguismo eterno e latente. É, é isso mesmo, adoro um pronome de primeira pessoa, seja plural ou singular.

E o que falar de mim? Que tal começar pelo nome?

Teoricamente, sou Isabelly, mas acho que quase nunca atendo por esse nome, me chamam de Bel, de B, de Fields, mas eu assino mesmo é como Bel Campos. Tenho 22 anos recém completados, e sou estudante de Arquitetura e Urbanismo e de Letras com habilitação em Francês. É isso ai, faço duas faculdades sim, tenho vida social, não sou bitolada e não sou incompetente em nenhuma das duas.

Sou chata, uns dizem que mimada, meio birrenta, raivosa, irritadiça, dona de um TPM inconfundível, insone, megalomaníaca, meio depressiva. Tem dias que acordo muito emo, outros totalmente gótica, mas normalmente anoiteço sambista. Sou farrista de natureza, nada melhor do que uma cerveja, uma cachaça, uma musica boa, uma mesa de bar e um punhado de amigos. Já fui apaixonada platonicamente por anos, já fui quase casada, já chutei o balde, já cansei de estar acompanhada, já cansei de estar solteira, já cansei de tudo, mas nunca parei com nada.

Às vezes eu danço, às vezes eu pinto, às vezes eu fotografo, às vezes eu brinco. Eu sempre escrevo. Tenho diário, isso D-I-A-R-I-O, que nem menininha de colégio,e um dia vou viver de escrever(ha-ha).

No fundo, eu não sei exatamente quem sou, e quem sabe? Sou uma metamorfose ambulante, uma mistura diária de conceitos e preceitos, alguém, acima de tudo, viva.