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sábado, 22 de maio de 2010

Quando eu olho pro ceu, deitada na piscina, no sol de sábado, vejo uma antena, dessas de telefone celular, cortando o céu azul de fortaleza. Eu a vejo entre o telhado da casa que ainda chamo de minha e as várias plantas que estão por aqui. Ela é tão recente e ao mesmo tempo parece tão encaixada nessa vizinhança, como se nunca tivéssemos existido sem ela...E sem ela, dos nossos quintais, veríamos apenas as plantas e os pássaros que há muito deixaram de voar por aqui.

Alias, acabo de constatar que, quando pequena, sempre via pássaros voando naquela formação estranha de pássaros, e tinha medo por ter visto Os pássaros do Hitchock cedo demais. Aqueles pássaros da minha infância já não voam mais por aqui, e hoje, nos fim de tarde, vemos no céu, apenas, a torre, cortando tudo e nós lembrando que o progresso chegou, mesmo que no fundo dos quintais ainda existam ninhos perdidos...


Sim, eu vou senti falta dessa casa, desse balanço embaixo da mangueira, dos mandacarus gigantes, das tardes na piscina, do céu cortado pela torre...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Não lembro ao certo quando foi a primeira vez que entendi que não conseguia chamar Fortaleza de casa. Deve ter sido no meu aniversario de 9 anos, quando passei um bom tempo em São Luis e percebi o quanto lá era mais aconchegante do aqui, sem um motivo definido qualquer.
Durante minha adolescência, contava os dias para fazer 18 anos e sair dessa terra. Infelizmente, ou não, o destino me deu uma rasteira e eu continuei aqui. Como que por mágica fui descobrindo a cidade e aprendendo amar esse lugar. Fui me acostumando com as mudanças e  acabei vivendo aqui momentos que nunca vou esquecer. Mas no fundo sempre restou aquele sentimento de não me encontrar por aqui.


Hoje, amo o céu e o por do sol lindamente laranja que temos. Amo o Benfica e a forma como aquele bairro funciona. Amo os cafés da cidade e a possibilidade de andar na praia simplesmente pra relaxar. Amo o vento forte de setembro, a chuva de abril e maio, o cheiro do caju e da manga florescendo. Mas, mesmo assim, isso daqui ainda não é minha casa e agora voltar a ser a hora de contar os segundos para estar em outro lugar. 

quinta-feira, 25 de março de 2010



pelo show do Fagner que eu não vou porque não tenho TEMPO.

Papai do ceu, um dia com 30h, por favor!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010