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terça-feira, 23 de novembro de 2010

A única coisa em mim que nunca quis mudar foi esse meu jeito de não ter lugar. Isso mesmo, de não ter lugar, de não me achar, de não me aquietar... Não cabe, em mim, lugar nenhum e nenhuma explicação, nenhuma rotina, nem nada dessas coisas que tantos prezam. Ao mesmo tempo, não cabe em mim incerteza, incerteza de amanhã, incerteza de amor, incerteza de qualquer coisa que for. Querendo me matar por completo, me dê uma rotina em que todo dia eu não saiba o que farei ao acordar nem consiga pensar no que será o amanhã. Assim preciso me fazer de pequenos, às vezes nem tão pequenos, intervalos de rotinas. Intervalos de acordar, sorrir, beijar, viver, viver, viver, voltar, dormir para mais uma vez acordar. E quando esse acordar, desse jeito, com esse sol, nessa cama, já não for suficiente, que eu possa acordar daquele jeito, sorrir daquele jeito, beijar daquele jeito, viver, viver e viver daquele jeito, para então voltar e dormir daquele jeito. E que assim se siga, até que aquele já não me baste e eu procure outro jeito.
O porquê disso, não sei ao certo, mas tenho teorias que depois de tantas e tão remotas despedidas desaprendi a ter lugar antes mesmo de ter ciência que todo mundo tem lugar. 

sábado, 20 de novembro de 2010

Não há mais nada a fazer, falar, ou sequer pensar. Se nada foi suficiente, o  tarôt acaba de me dar um oito de copas. Um fim no meio do caminho. 


às vezes eu não queria ser tão assim... 


sábado, 16 de outubro de 2010


Estou em casa, mas aqui não é bem o que eu queria chamar de casa, 


um lugar para chamar de seu.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Hoje eu quero colo. Não quero nenhuma palavra, nem quero ver ninguém. Hoje eu quero colo. Quero colo e silêncio, no máximo reconhecer um cheiro confortável.
Hoje eu quero só um cheiro. Talvez um beijo, talvez um cafuné, talvez só um ombro quieto, silencioso, e só.
Hoje nada de palavras, nada de concentração, nada de ninguém. Hoje eu quero chorar no meu canto e sentir falta, apenas. 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Confesso ter medo de toda essa calmaria. Ter medo que sejam, apenas e de novo, ilusões. Que sejam apenas imagens que eu quero ver.
Confesso ter medo de, depois, não conseguir me segurar, não conseguir por tudo em ordem outra vez. Confesso ter medo, um medo incompreensível.


Hoje nada fará sentido, amanhã, quem sabe?

domingo, 12 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Eu quase te disse, hoje, que estava com medo. Escrevi a mensagem mais apaguei. Você não entenderia, acho.

Medo do que meu Deus?

Apenas Medo. Seria a resposta. Assim, grafado com maiúscula. Apenas Medo.

domingo, 5 de setembro de 2010



"Odeio as casas modernas e os casais modernos e o sexo moderno e ser moderna. Eu quero parar com essa vidinha e ter um amor pra vida. Mas e mas e mas e mas."



imagem daqui e texto lindissimo da Tati Berardi. 




quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estranhas coincidências, estranho cheiro no ar, estranha falta que você faz...







Ainda acredito em destino, que o que há para ser será, não importa que demore dez anos, ou quem sabe mais.


imagem daqui.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010


tem dois anos que eu digo que vou parar, tem dois anos que eu não consigo parar. 
será dessa vez?


imagem daqui. 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

as pessoas não tem graça.
essa é a pior parte dos fins, quando não há pessoa no mundo que seja melhor do que a pessoa que queremos.
não existem olhos mais lindos, cheiro mais perfeito, abraço mais apertado.
apatia é a palavra dessa fase do fim.

apatia.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

deixar o tempo passar, esquecer que existe relógio, desapegar do computador, dos celulares, do tal da internet.
passear na praia de vestido rodado, comer um sanduiche vegetariano olhando o mar, tomar sorvete.
sorrir e sorrir e sorrir.
ter apenas papel e caneta, começar um moleskine novinho, não lembrar nem o dia da semana, nem o dia do mês, nem que tem prova daqui a ....
estar aqui e não estar, sentir falta e não sentir.
desenho animado a manhã toda, louça lavada sozinha, cama feita no horário marcado, eita vida boa, eita vida boa.

imagem daqui. 

quarta-feira, 21 de julho de 2010

“ei, daqui de cima eu vejo as nuvens...”
segurei o choro e fui mais forte do que achei que seria. Vi Fortaleza desaparecendo, miudinha, e com ela fui me prometendo, mais uma vez, deixar tudo para trás.
Esses dias tem sido difíceis, da esperança absurda de que simplesmente ainda não fosse nosso tempo a constatação de que esse tempo talvez nunca exista não se passou nem um mês direito. e foi um mês dolorido, necessário, porém dolorido. Se me restasse escolha, ficaria nos teus braços, nos teus mares, verdes e cinzas, mas agora a escolha é dramática: eu ou você.
Mas é assim, daqui a dez dias, quando de novo Fortaleza estiver sob os meus pés, eu já não serei essa aqui, que parte como que fugitiva de qualquer coisa que é tão mais além do que um simples lugar.

Eu só queria entender porque sinto tanto sua falta...


Ps.: De alguma forma mística, a fonte do meu notebook queimou hoje de manhã, enquanto eu arrumava as malas, então não sei se vou conseguir atualizar direito. Mas tentarei, creio que o flat ainda tem computadores disponíveis. o/



terça-feira, 20 de julho de 2010

Às vezes eu duvido, às vezes eu tenho medo, às vezes eu acho que não é bem o lugar para mim. Às vezes eu tenho raiva, às vezes eu choro e ninguém entende. Às vezes eu desapreço, não atendo o telefone, finjo que não vi nenhum e-mail. Às vezes eu tenho muita raiva.

Mas eu já me acostumei as horas dividas, ao nosso jeito tão nosso, aos almoços corridos, ao sono em qualquer lugar, as cervejas totalmente inesperadas, aos dias em que todos piramos, aos dias em que todos surtamos.
E nada que uma conversa embaixo da mangueira, umas nuvens com formato esquisito e umas muitas risadas não ajudem qualquer coisa a passar! 


aos meus amigos que tem aprendido a deixar a amizade num potinho! 



domingo, 11 de julho de 2010


tudo é uma questão de manter a mente quieta, a coluna ereta e coração tranquilo. 

imagem daqui, vale o clic! 

sábado, 10 de julho de 2010

Esses dias li por ai uma ótima definição da adolescência, a autora falava que nessa época era como um bicho enjaulado, que se se debatia toda mais não sabia para onde fugir. Aquela idéia somada ao clima de férias dos últimos dias me fez refletir...  Me chamem de velha ou do que quiserem, mas o tempo está terminando.
Tive uma adolescência ótima, como toda adolescente que se preze, fui revoltada, fui punk, ouvi metal, achei que o mundo ia acabar quando meu primeiro amor não deu certo, bebi horrores. Não me envergonho de nada feito naquela época, nem repetiria os fatos hoje. Tenho plena consciência de que o tempo já passou.
Talvez para quem começa a “viver” agora, dizer no auge dos meus 22 anos que já me preparo para me despedir dessa vida de festas seja absurdo, mas é verdade. Já são, por alto, sete anos entre amigos, amores, festas e copos. Me parece absurdo que essa vida vá durar outros sete...
Não, não serei uma daquelas velhas carolas aos 30 anos, meu instinto não me permite. Mas, assim como os valores mudaram dos 14 até agora, eles mudaram de agora até os famigerados 30.
Com 14 eu era, tal como a menina do começo desse texto disse, um bicho enjaulado. Tudo era motivo para provar algo para alguém que nem sabia quem era. Não sei como esse espírito se acalmou, a fase a da inconseqüência extrema passou e deu lugar aquela época maravilhosa de começo de faculdade. Nessa época, o dinheiro que ganhamos ainda não é o nosso, mas o carro e a carteira de motorista, mesmo tendo sido presentes, são absolutamente nossos. Nossos horários não são mais do conhecimento de ninguém e estar no mundo de quarta a domingo é perfeitamente aceitável. Quem não faz isso nessa época de faculdade é até visto com maus olhos!
Depois vem essa fase escrota dos 20 e alguns anos. Creio que somos mais velhos aos 20 do que aos 30. Nessa época não dá mais para beber as custas dos pais, muito menos existe paciência para agüentar aquele sermão do domingo de manhã. Ao mesmo tempo, estamos tão instáveis que é como se perdêssemos a capacidade de construir algo. Relacionamentos, vida profissional, convívio familiar... de repente seria mais fácil ter 16 anos e ser apenas a prima revoltada da família!
Então, e aí eu entro no mundo das suposições, de repente esse bicho vai se acalmar, as coisas vão se por no lugar e, quando menos esperarmos, vamos ficar em casa, na sexta à noite, comendo pizza e fazendo cafuné em alguém.
E esse tempo está chegando, por enquanto ainda curto meu caos dos 20 e poucos anos, mas já vou avisando que no fim do ano quero um creme anti-rugas! 

sexta-feira, 9 de julho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

Às vezes só é preciso um pouco de calma para analisar tudo e se acostumar. Um pouco de álcool para se deixar levar. Um cigarro aceso nas horas vagas. Um livro roubado de um amor que marcou. Um filme a muito desejado.
Ás vezes só é preciso ter cabeça fria, e um pouco de sangue de barata. Tomar as decisões certas. Esperar o tempo que for preciso. Amar sem medo. Sorrir depois de tudo. Ter sonhos absurdos. Gritar para o vento. Se jogar em pleno dia de semana. Fugir.
Às vezes só é preciso acreditar. Em você mesma, claro. E dar um voto de confiança a alguém. Tentar de novo. Se entregar, de corpo e alma. Não sentir medo. Lutar. 

domingo, 6 de junho de 2010


- Mãe, como é ter meio século?
- É se sentir madura, finalmente. E conviver com as frustrações, decepções e se’s da vida. 


imagem linda daqui.