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segunda-feira, 26 de julho de 2010

as pessoas não tem graça.
essa é a pior parte dos fins, quando não há pessoa no mundo que seja melhor do que a pessoa que queremos.
não existem olhos mais lindos, cheiro mais perfeito, abraço mais apertado.
apatia é a palavra dessa fase do fim.

apatia.

terça-feira, 6 de julho de 2010

 Entrar ali, hoje, acompanhada dele, mas não na posição que costumava entrar. Perceber, pela primeira vez em mais de um ano, a câmera do elevador. Esconder a familiaridade com aquele lugar, com a entrada de serviço, com os móveis da sala... Tudo parecia um confuso furacão de cores , sons e gostos de um passado que para mim ainda não está morto. Sorrir, como se fosse natural, e guardar para mim todas as impressões.
Buscá-lo com o olhar e percebê-lo longe dela. Ficar feliz. Bobamente feliz. Recordar quantas vezes estive ali, uma, duas, três, quatro, cinco... Perder a conta. Ouvir sua voz nas minhas costas, ter medo de vê-lo ao lado dela.
A primeira vez que fui ali, ainda havia um móvel no corredor que muito me impressionou, hoje não há mais... Também não me recordo desse outro sofá, nem da sua mãe tão nova assim. Fico tentando achar sinais seus nela. Da onde vem seus olhos para mim tão verdes?
De novo sua voz, dessa vez arrisco um olhar e aquela sensação de será que você estava olhando para mim? Não, ele não estaria olhando para mim, tudo já passou... e desde quando foi tudo?
O tempo se arrasta, as conversas se alongam, o jogo não anda. Ela não bebe. Ela não parece uma mulher para você, e qualquer outra mulher no meu lugar diria isso. Eu encaro minha ressaca com mais uma cerveja, ela se resigna a uma coca-cola.
E o abraço de ontem? E os olhares? E a lembrança de uma promessa tão remota? Foi tudo ilusão, claro. Claro.
Eu seria amiga dela, riria com ela, faria ela se portar melhor, se vestir melhor, teria longas tardes no shopping com ela. Mas não consigo nem odiá-la. É ela que você quer, deve haver algo que eu não consigo ver.
Finalmente, terminou. Terminaram as formalidades, terminou o tempo, é hora de partir. Dou espaço, abraço-o, lembro da promessa fazendo minha maior cara de não ligo, deixo-a atrás, espero o barulho, o beijo, entro no elevador, ela demora uns segundos a mais, longe dos meus olhos, obrigada. Se pudesse, se o orgulho permitisse, ali eu gritaria, eu choraria, eu diria tudo que não disse, eu te deixaria partir. Mas eu apenas calo, sorrio, e rezo para essa dor passar. 

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Talvez eu só queira um cara.
E ter certeza sobre certas coisas...
Não olhar mais para trás.
Um almoço tranqüilo em um domingo chuvoso.
Um filme com pipoca, em uma sexta de tarde.
Um período de calmaria.
Alguém para conversar.
Alguém com quem chorar.
Alguém com quem sonhar.
Talvez eu só queira algo mais que um amigo que não tenho.
A certeza de não precisar fugir na manhã seguinte.
A confiança do recíproco.
A incerteza leve dos planos feitos no plural.
Talvez eu só queira parar de sentir o gosto de sangue na boca.
Parar de levar porrada todo dia.
Parar de chorar por besteira.
Parar de rasgar coisas imaginando rasgar sentimentos.
Parar de beber para fingir que esqueço.
Parar de por a culpa nos outros, quando sei que fui só eu.
Parar de procurar coisas novas dentro da velha cidade.
Talvez eu só queira imaginar um futuro lindo.
Uma casa branca bem longe.
Crianças correndo por todos os lados.
Sorrisos verdadeiros.
Amigos eternos. 

Talvez eu só queira mesmo me apaixonar de novo

De 2005, mas continua cabendo como uma luva!

segunda-feira, 12 de abril de 2010



ainda bem que eu deixei pra sofrer por amor quando ja era gente. ai que peninha dessa menina! ;~~


encontrei aqui.