Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de outubro de 2010


Estou em casa, mas aqui não é bem o que eu queria chamar de casa, 


um lugar para chamar de seu.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Tenho fases como a lua...

Há um ano me pareceria inconcebível confiar em alguém. Há dois anos me pareceria inconcebível estar aqui, com frio, sem saco, em meio a bêbados, sozinha. Há três anos me pareceria inconcebível estar aqui e meu coração estar em outro código telefônico.

A gente muda, a gente se agita, a gente se acalma, a gente muda.

(roda moinho roda pião)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cada lugar, seja cidade, seja país, seja uma vila qualquer, guarda em si um que de único, um algo que só lá é possível se encontrar. Não falo de nada que seja possível comprar ou vender, que tenha valor comercial. Falo de um ar mais quente, de um cheiro de café, de uma brisa leve do mar ou de um por do sol vermelho sangue. Algo que identifique aquele lugar como casa para quem lá mora. 


foto de brasília, por Rebeca Gaspar.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

eu queria ir, mas não para onde vou.
eu queria um abraço e um outro pouso.

as coisas já não fazem sentido.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Hoje eu acordei com saudade de Salvador. Saudade do mar calmo e da água fria de lá. Acordei sentindo um cheiro no quarto e já não sabia que cheiro era. Quero dizer, sabia qual era, mas não fazia mais sentido lembrar-me dele. Ele me parecia confuso.


Acordei me perguntando se você já conhece Salvador, se já descobriu a calma que mora naquele mar. Acordei com vontade de te mostrar uma série de músicas que parecem ter sido feitas sob medida para esse momento. Acordei querendo que não fosse esse cheiro que estivesse aqui...

É mais difícil parar que continuar.



Foto: arquivo pessoal.

terça-feira, 27 de julho de 2010

agora eu não quero mais ir embora.
as ruas estreitas e sinuosas daqui, o centro cheio de ladeiras, o mar por todo lado, água e mais água.
eu não quero voltar, nem quero que ninguém volte, não quero.
aqui estou longe de tudo, ao mesmo ponto que estou próxima do que não há como esconder. estou perto e longe, o suficiente para viver em paz.



Quando acreditava que dentro 
Do não tinha um sim... 


ah, e eu vi O Bem Amado hoje, vale a pena, muito. 

quarta-feira, 21 de julho de 2010

“ei, daqui de cima eu vejo as nuvens...”
segurei o choro e fui mais forte do que achei que seria. Vi Fortaleza desaparecendo, miudinha, e com ela fui me prometendo, mais uma vez, deixar tudo para trás.
Esses dias tem sido difíceis, da esperança absurda de que simplesmente ainda não fosse nosso tempo a constatação de que esse tempo talvez nunca exista não se passou nem um mês direito. e foi um mês dolorido, necessário, porém dolorido. Se me restasse escolha, ficaria nos teus braços, nos teus mares, verdes e cinzas, mas agora a escolha é dramática: eu ou você.
Mas é assim, daqui a dez dias, quando de novo Fortaleza estiver sob os meus pés, eu já não serei essa aqui, que parte como que fugitiva de qualquer coisa que é tão mais além do que um simples lugar.

Eu só queria entender porque sinto tanto sua falta...


Ps.: De alguma forma mística, a fonte do meu notebook queimou hoje de manhã, enquanto eu arrumava as malas, então não sei se vou conseguir atualizar direito. Mas tentarei, creio que o flat ainda tem computadores disponíveis. o/



domingo, 18 de julho de 2010


A casa está arrumada, tirei a poeira de todos os móveis. Essa semana, não faltei a aulas, não ignorei chamadas no telefone, não negligenciei o diário.  Cumpri todas as minhas atividades programadas, caminhei de segunda à quinta, tentei acordar mais feliz. Não bebi uma cerveja se quer, não acendi nenhum cigarro, não falei com ninguém que prometi esquecer.
A vida vai entrando em eixos que eu havia esquecido que existiam, como um viciado vou me adaptando a não ouvir mais o murmúrio da noite. Ainda assim, eu não consigo dormir antes das duas. O silêncio me incomoda profundamente.


Já paguei as contas, já marquei os médicos que vou quando voltar, já cumpri minha obrigações de tia por, pelo menos, duas semanas. Já comprei moleskines novinhos, de uma cor nova para atrair boas vibrações, já coloquei meu nome, endereço e telefone neles. Já comprei livros para ler no avião, na varanda, sentada olhando para a lagoa, nas horas de solidão. Já avisei a todos o horário que vou e o horário que, a contra gosto, devo voltar, e já tirei as cartas para o semestre que vai chegar.
Estranhamente, as cartas me acalmaram. Me disseram, sorratareiramente, que esse vai ser um tempo bom, de calma e amadurecimento. Porque amadurecer é assim, se cortar inteiro e depois parar para esperar as feridas fecharem. Me disseram, também, que talvez não seja loucura esperar por um reencontro e que estou mais do que certa em dar um tempo disso. Infelizmente elas não me disseram a única coisa que quero realmente saber, como sair disso tudo aqui. 

----------

imagem de uma das series de fotos mais linda que já vi, de Jasper James, via.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

2010 até agora não me fez bem.  Eu, apenas, me perdi.

Entre as maiores decisões da vida, eu coloco em primeiro lugar a que se faz entre escolher viver a vida dia a dia ou pensar em um futuro, trabalhar por um objetivo a longo prazo.
Sou capricorniana, ordenada, metódica, responsável.  Esse semestre eu me perdi! Dá pior forma possível, e não tinha conseguido, até agora, reordenar tudo isso.

Até agora, eu espero. Em breve, boas noticias... 


Paris, daqui. 


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Hei segunda feira, hoje não foi um dia tão ruim...

Alias, de sexta até aqui os dias tem se configurado sobre uma outra perspectiva, um pouco mais de organização, um pouco mais de otimismo, uma luz no fim do túnel... Nada como um calendário para se riscar os dias, mesmo que esses dias sejam muitos, tudo, de repente, muda de figura...

Mas, por hoje, os desenhos me chamam... 


foto do ceu de sampa city, desse blog lindo aqui. um dos maravilhosos achados da web esse fim de semana! 

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Amanhã é, de fato, a primeira segunda feira do ano.

Quando, a 51 dias atrás, pulamos sete ondas, abraçados e levemente embriagados, não tínhamos certeza de como seria o ano de 2010. Um amontoado de esperanças somado a um amontoado de sonhos, era tudo que visualizávamos para esse ano.

Agora, janeiro passou como que um ano inteiro, uma serie de ondas fortes para mudar o pouco que havia de concreto nesse ano e fevereiro chega ao fim trazendo a única certeza: esse será um ano de viagens.  Viagens... essa parece ser a única e reconfortante certeza desse ano.

Ano passado, comecei o ano no Rio, em 24h estava em São Paulo e antes do fim do segundo dia estava aqui. Depois, Natal, João Pessoa, Pipa, Belo Horizonte, muitos dias em Canoa, Salvador, Morro de São Paulo... Foi um ano de viagens, que nem se comprar a lista de distintos de 2010. Areia, Curitiba, Natal, São Paulo, Uberlândia, Brasília, Recife... E o melhor, eu gosto de estar assim.

Sentir falta de Fortaleza, do nosso por do sol, do nosso mar quente, do nosso vento só nosso, eu bem sinto, mas concordo: um homem precisa viajar por si mesmo, conhecer o mundo. A cada viagem, chega em casa um novo homem, para encarar uma nova uma casa. Antes o que era grande é nada, e os pequenos prazeres tornam-se os maiores. Uma viagem, seja qual for, transforma valores e agrega coisas inimagináveis. E só se aprende isso viajando.


Que venha 2010 com suas viagens e que eu nunca pare. Nunca. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O que você chama de lar? Aquele lugar que morou por anos, aquele banco onde seu coração bateu mais forte, aquela barraca onde viveu o amor da sua vida, aquele mar absoluto onde sonhou viver a vida toda?



Engraçado a relação que a gente tem com casa, não? Enquanto pequenos, a casa dos nossos pais, ou melhor, a cama dos nossos pais, nos dá a melhor sensação de estar em casa. Depois, nosso quarto com a porta fechada é o melhor canto do mundo. Com a vida a gente vai aprendendo que os pequenos cantos são os grandes lares. Quem nunca chamou um quarto de hotel de casa que atire a primeira pedra! 

A imagem é daqui.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Se eu partisse hoje, para uma longa viagem, apenas com data de inicio, o que eu levaria?

Eu levaria o abraço apertado da minha nova menina pequena de olhos verdes tão estranhos, eu levaria, pela mão, o amor que reconstruo passo a passo já tem quase 1 ano, eu levaria a minha paixão insensata pela louca insensatez de um moço bonito. Levaria o sorriso franco e a ingenuidade de uma menina que anda me ganhando a cada dia, levaria o bom dia mais expressivo de todos, levaria o cafuné mais bem vindo de todos, levaria uma dose de frieza e distanciamento que só aquela moça sabe ter. Levaria a capacidade de fazer furacão inversamente proporcional ao tamanho de uma pequena ali, levaria seu cheiro e sua lembrança. 

para meus amigos, pelo meu mais que excelente carnaval. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Já já é carnaval, ainda não defini o destino, mas ou é Fortaleza - João Pessoa - Olinda ou não é nada. E nesse climão de pré-viagem aventura, me deparo com esse post otemo.

O que eu aprendi num mochilão

Compreender o modo diferente das pessoas pensarem e não me espantar tanto.
Diminuir o pré julgamento que eu fazia das pessoas.
Abrir vinho com uma faca.
Abrir vinho com uma escova de dentes.
Abrir vinho batendo no fundo (mas eu não consegui).
Não abrir vinho com um mini canivete.
Descascar laranja com uma colher.
Um sorriso é universal.
Você não é obrigado a falar lingua alguma pra conversar com alguém, sempre dá-se um jeito.
Tem muitas coisas que você só vai notar se estiver sozinho.
Tem muitas coisas que voce só vai notar se estiver acompanhado.
Existem toalhas que se secam só de você torce-las!
As mulheres israelenses precisam fazer 2 anos de exercito obrigatoriamente (quero ver alguém mexer com uma hahaha).
O Brasil ainda é um país muito subdesenvolvido, mas todos que não moram nele são apaixonados.
Ninguém conhece os pontos turisticos do próprio país, só dos outros.
Fazer uma tampinha de cerveja voar na cabeça de alguém atrás de você, sem que você seja notado.
Abrir garrafa com o esqueiro

o resto, você lê aqui.