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terça-feira, 5 de outubro de 2010


ah, se meu Gtalk falasse....

(ainda bem que agora ele anda falando com sotaque! )


domingo, 3 de outubro de 2010

Outubro chegou, meu sorriso não mudou.
Apesar dos pesares, passe logo mês estranho, passe logo e vamos ver esse acabar... 

sábado, 2 de outubro de 2010

"Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto."




Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 29 de setembro de 2010


mulher de caixeiro viajante, ele disse quando eu contei. E só sorriu, dizendo, com isso, que entendia muito bem o que é nunca saber nada ao certo, mas a cada segundo ter uma certeza infinita.

Outubro, por favor, não chegue. Ei, você, por favor, não vá embora. Por favor... 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Parece que morremos de medo de amar. Amar exige que nos mantenhamos na incerteza, na surpresa, no acidente, na incompletude. Precisamos olhar para o outro e não vê-lo, enxergá-lo como um fantasma. Alguém que nunca possuiremos, alguém que nos escapa permanentemente, uma pessoa que desde o princípio estamos condenados a perder, um mortal.








ainda numa espécie de bloqueio criativo, ou de resguardo literário, ou, apenas, tentando ser uma brasileira otimista. apenas. 








via. 

domingo, 26 de setembro de 2010

Me desculpe, eu não sei falar usando palavras que saem da nossa boca. Me desculpe, eu não sei dizer o que quero dizer, o que devo dizer, o que preciso dizer. Me desculpe, eu viro um balão, fico “gorda”, cheia de ar, tensa, prestes a explodir, irritadiça a um toque. Me desculpe, essa minha irritação passa por abuso e fala, quase sempre, exatamente o contrario que queria falar com palavras orais, dessas que todo mundo sabe dizer. Me desculpe, não é que eu não sinta nada, eu sinto até demais, eu só não sei falar, só sei escrever. Ou desenhar.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010


eu... eu... eu... eu... eu... eu... eu....


eu nada, a madrugada já está bem aí e a lua já está aqui. 



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Deixar estar, deixar ficar, deixar correr, se permitir, se permitir, apenas.
Deixar amar, deixar se apaixonar, deixar passar, apenas deixar.
Como uma folha leve, ao vento, sorrir ao dormir e ao acordar, sorrir, apenas. 

sábado, 14 de agosto de 2010


de ficar sozinho, de sabado a noite em casa, de aprender a amar você mesmo. 


essa internet tem mesmo umas coisas bonitas, né?

Via. 

domingo, 8 de agosto de 2010

Ela não queria ficar, mas queria-o como talvez nunca mais quisesse ninguém.
Ela sabia que havia um mundo a ser descoberto, mas sabia que se ele ousasse lhe pedir ela renegaria qualquer vida.
Ela sonhava com as água dos pacifico, com as igrejas da Europa, com as belezas da índia. Mas queria ter filhos deles, filhos que lembrassem ele.
Ela não podia deixar de querê-lo, mas também não podia deixar de amar o mundo.

Fechou a porta bem devagar, sem fazer barulho e sem antes olhá-lo com amor e saudade.


“um dia vai ser nosso tempo, e quando ele chegar começo a ter dúvidas se vai passar.”


imagem daqui.

sábado, 31 de julho de 2010

A coisa que me fez perceber que talvez essa não seja mais minha casa foi o momento da volta.
Estou de volta, mas não senti saudades. Não senti saudades da cama, das paredes roxas, dos livros, do computador de mesa, da geladeira, do fogão, das roseiras, do cheiro de casa. Nem do meu banheiro pareço não sentir mais falta.
Não sei, hoje, se sou eu ou se é apenas uma fase, mas pareço me sentir mais em casa num quarto de hotel, num flat ou numa barraca qualquer do que na casa para onde minhas correspondências chegam. 


um lugar pra chamar de seu. 


imagem daqui. 

quinta-feira, 29 de julho de 2010

todo dia eu repito: eu vou esquecer.
toda noite eu durmo sentindo seu cheiro...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

deixar o tempo passar, esquecer que existe relógio, desapegar do computador, dos celulares, do tal da internet.
passear na praia de vestido rodado, comer um sanduiche vegetariano olhando o mar, tomar sorvete.
sorrir e sorrir e sorrir.
ter apenas papel e caneta, começar um moleskine novinho, não lembrar nem o dia da semana, nem o dia do mês, nem que tem prova daqui a ....
estar aqui e não estar, sentir falta e não sentir.
desenho animado a manhã toda, louça lavada sozinha, cama feita no horário marcado, eita vida boa, eita vida boa.

imagem daqui. 

quarta-feira, 21 de julho de 2010

“ei, daqui de cima eu vejo as nuvens...”
segurei o choro e fui mais forte do que achei que seria. Vi Fortaleza desaparecendo, miudinha, e com ela fui me prometendo, mais uma vez, deixar tudo para trás.
Esses dias tem sido difíceis, da esperança absurda de que simplesmente ainda não fosse nosso tempo a constatação de que esse tempo talvez nunca exista não se passou nem um mês direito. e foi um mês dolorido, necessário, porém dolorido. Se me restasse escolha, ficaria nos teus braços, nos teus mares, verdes e cinzas, mas agora a escolha é dramática: eu ou você.
Mas é assim, daqui a dez dias, quando de novo Fortaleza estiver sob os meus pés, eu já não serei essa aqui, que parte como que fugitiva de qualquer coisa que é tão mais além do que um simples lugar.

Eu só queria entender porque sinto tanto sua falta...


Ps.: De alguma forma mística, a fonte do meu notebook queimou hoje de manhã, enquanto eu arrumava as malas, então não sei se vou conseguir atualizar direito. Mas tentarei, creio que o flat ainda tem computadores disponíveis. o/



domingo, 18 de julho de 2010


A casa está arrumada, tirei a poeira de todos os móveis. Essa semana, não faltei a aulas, não ignorei chamadas no telefone, não negligenciei o diário.  Cumpri todas as minhas atividades programadas, caminhei de segunda à quinta, tentei acordar mais feliz. Não bebi uma cerveja se quer, não acendi nenhum cigarro, não falei com ninguém que prometi esquecer.
A vida vai entrando em eixos que eu havia esquecido que existiam, como um viciado vou me adaptando a não ouvir mais o murmúrio da noite. Ainda assim, eu não consigo dormir antes das duas. O silêncio me incomoda profundamente.


Já paguei as contas, já marquei os médicos que vou quando voltar, já cumpri minha obrigações de tia por, pelo menos, duas semanas. Já comprei moleskines novinhos, de uma cor nova para atrair boas vibrações, já coloquei meu nome, endereço e telefone neles. Já comprei livros para ler no avião, na varanda, sentada olhando para a lagoa, nas horas de solidão. Já avisei a todos o horário que vou e o horário que, a contra gosto, devo voltar, e já tirei as cartas para o semestre que vai chegar.
Estranhamente, as cartas me acalmaram. Me disseram, sorratareiramente, que esse vai ser um tempo bom, de calma e amadurecimento. Porque amadurecer é assim, se cortar inteiro e depois parar para esperar as feridas fecharem. Me disseram, também, que talvez não seja loucura esperar por um reencontro e que estou mais do que certa em dar um tempo disso. Infelizmente elas não me disseram a única coisa que quero realmente saber, como sair disso tudo aqui. 

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imagem de uma das series de fotos mais linda que já vi, de Jasper James, via.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Que o mar te leve para longe de mim. Que as água limpem teu cheiro. Que o sol me ofusque para esquecer o brilho do teu olhar. Que minha boca não guarde nem teu gosto nem o gosto das lágrimas. Que tudo, finalmente, passe. 


imagem daqui. 



domingo, 11 de julho de 2010


tudo é uma questão de manter a mente quieta, a coluna ereta e coração tranquilo. 

imagem daqui, vale o clic! 

sexta-feira, 9 de julho de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ainda lembro do teu gosto, do teu cheiro, do teu toque.
Ainda lembro das tardes felizes, das crianças na casa, do excesso de nós, dos detalhes mínimos.
Ainda ouso dizer que te conheço, que te compreendo, que entendo as entrelinhas das suas confusões. Entendo teus gestos cortados, teus sorrisos verdadeiros, teu jeito desmantelado, teu jeito nervoso não disfarçado.
Eu não queria ter partido. Não seria feliz, não era mais feliz, mas não queria ter partido. Mas hoje já não há como voltar...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vou guardar, em uma caixa, várias coisas suas... Vou guardar o bom dia da ultima vez, o brilho no olhar do primeiro café da manhã, o sorriso calmo de quando você dorme, umas várias brincadeiras e muitas conversas. Vou guardar tudo isso em uma caixa, escrever na frente dela seu nome e colocá-la num canto escondido, junto com tanta outras que hoje apenas acumulam pó. 


às vezes é preciso saber a hora de desistir...