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sábado, 10 de abril de 2010

A gente nunca nota pequenos hábitos, pequenos defeitos, pequenas coisas que fazemos em grupo. Até um dia, alguém fala algo e de repente a gente se da conta.
Assim foi sexta, a noite, no shopping, depois de ter recebido a tão suada bolsa da universidade, estávamos eu e o meu amigo Rafael sentados na praça de alimentação quando ele diz: preciso comprar algo. Eu ri! Tava pensando exatamente a mesma coisa, que precisava comprar algo, um post it colorido, uma caneta nova, uma barra de chocolate... qualquer coisa!
Então bolamos uma brincadeira, compraríamos alguma coisa que custasse até 5 reais. Era tornar o quase inevitável desejo de consumo por besteiras em algo, no mínimo, divertido! E foi! De cara achamos que não íamos conseguir comprar nada que prestasse, mas, meia hora depois, conseguimos até ficar na dúvida sobre o que comprar. E terminamos o desafio cada m com um copo, daqueles copos temáticos. O meu da coca cola, o dele da Bramah! E com a certeza de ganhamos uma tradição. 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Todo domingo, como que um compromisso religioso, eu tomo café com minha melhor amiga. Minha melhor amiga de décadas, se é que podemos usar décadas para medir tempo quando temos pouco mais que duas delas...

Esse domingo, depois de finalmente o ano de 2010 ter começado para mim e depois de toda minha crise depressiva pós aniversario, voltamos ao assunto do que será de nós no futuro. Ou melhor, da nossa frustração por não sermos nada no presente.

Poucas pessoas entendem quando eu expresso minha raiva comigo mesmo por ainda estar na faculdade, ainda ter que pedir dinheiro para meus pais, ainda morar na casa da minha mãe. "mas você só tem 22 anos, tenha calma!” Tanta gente, ao 22 anos, já era absurdamente importante. Melhor, tanta gente já havia de fato saído da adolescência aos 22 anos!

Mas, claro, algumas dessas pessoas fizeram escolhas que para terem uma vida adulta acabaram por sacrificar um futuro que talvez fosse promissor. Nós, como uma imensa massa universitária da classe média, sacrifica esse amadurecimento para um dia ter a chance de ter um futuro. Afinal, se eu sair de casa e arrumar um emprego que me sustente, onde vou arrumar tempo para fazer aquele curso de alemão que vai ser o diferencial no meu currículo na hora de virar vice presidente júnior daquela multinacional que vai me pagar mais do que meu pais ganham em um semestre?!

O problema é quando a gente faz uma aposta dessas sem ter certeza que os números são os premiados...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Até onde a gente vai por dinheiro? O que é utopia quando a gente entra na faculdade e o que é realidade?


Depois de passar uma noite das “férias” em claro tentando terminar um trabalho que ainda não terminei começo a repensar onde minha utopia vai me levar... OU, pior, onde essa necessidade de dinheiro vai me levar!