um lugar para chamar de seu.
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Às vezes só é preciso um pouco de calma para analisar tudo e se acostumar. Um pouco de álcool para se deixar levar. Um cigarro aceso nas horas vagas. Um livro roubado de um amor que marcou. Um filme a muito desejado.
Ás vezes só é preciso ter cabeça fria, e um pouco de sangue de barata. Tomar as decisões certas. Esperar o tempo que for preciso. Amar sem medo. Sorrir depois de tudo. Ter sonhos absurdos. Gritar para o vento. Se jogar em pleno dia de semana. Fugir.
Às vezes só é preciso acreditar. Em você mesma, claro. E dar um voto de confiança a alguém. Tentar de novo. Se entregar, de corpo e alma. Não sentir medo. Lutar.
domingo, 6 de junho de 2010
- Mãe, como é ter meio século?
- É se sentir madura, finalmente. E conviver com as frustrações, decepções e se’s da vida.
imagem linda daqui.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Desde que você chegou na minha vida tem me ensinado o dom da paciência. Paciência essa que nunca foi meu forte, não com pessoas, não com relações. Eu sempre precisei dizer tudo que se passava aqui dentro, mas agora eu apenas calo e espero que tudo caminhe até o seu lugar.
Na primeira época, quando o tarô que eu tirava se recusava a dar qualquer coisa de bom, eu apenas esperei. E você foi. Com você um pedaço que não sabia fazer parte de mim, uma doação tão estranha que nem doação parecia, mas, no fundo, eu sabia que era apenas você que eu queria.
Os dias foram passando, e as cartas foram mudando. Não havia o que ser feito, havia um oceano entre nós. E quando o fim da distancia parecia estar próximo, quando ele de fato esteve próximo, eu entendi, antes mesmo das cartas anunciarem, que ainda não era a hora. Ainda não era meu tempo. Confesso que não entendi nos primeiros minutos, mas depois veio a compreensão e agora eu apenas sorrio feliz quando o horóscopo me diz exatamente o que eu já sei, há mais de um ano, que ainda não é a hora, mas que ela vai chegar.
domingo, 11 de abril de 2010
um dia eu aprendo a não guardar tantos segredos assim,
imagem daqui.
domingo, 21 de março de 2010
hoje eu estou poética, mas é uma poesia limitada que ficará para um outro dia.
hoje eu só vou fazer propaganda do livro livre. uma das coisas que eu queria de volta era minha habilidade de ler mais de cem livros por anos, mas como sei que tem gente por ai que mau lê um por década, vale a iniciativa de propagar literatura assim. claro, não espere que eu deixe aquela minha edição em francês de Madame Bovary voando por ai, mas sempre posso comprar um pocket dela! =)
hoje eu só vou fazer propaganda do livro livre. uma das coisas que eu queria de volta era minha habilidade de ler mais de cem livros por anos, mas como sei que tem gente por ai que mau lê um por década, vale a iniciativa de propagar literatura assim. claro, não espere que eu deixe aquela minha edição em francês de Madame Bovary voando por ai, mas sempre posso comprar um pocket dela! =)
sábado, 20 de março de 2010
calar, esperar, te olhar, pedir. esperar mias um pouco, esperar outro pouco, pedir. pedir pra que tudo vá bem, pedir pra que nada seja em vão, pedir para que isso se acalme. esperar. te olhar, de novo, e de novo, e de novo.
quando tudo parar, será que ainda vai existir um encanto?
como a gente realiza um pedido?
quando tudo parar, será que ainda vai existir um encanto?
como a gente realiza um pedido?
quinta-feira, 11 de março de 2010
Eu não consigo mais parar de pensar, eu não consigo mais raciocinar, eu não consigo mais simplesmente ignorar. Eu vou me atropelando e atropelando tudo pelo meu caminho, eu tenho pressa de chegar a lugar nenhum. Eu penso que talvez sejam migalhas, mas eu fico feliz com as migalhas, eu penso que não deveria saber, mas eu gosto de escutar a verdade, nua e crua.
Eu não queria que nada fosse assim, eu queria parar, esperar, jogar, mas eu simplesmente não consigo, meus pensamentos são mais rápidos que minha razão, meus sentimentos movem meus pensamentos.
Isso tudo é doentio, eu devia ter desconfiados, desde o principio do principio que eu só sabia ser assim, doentia. Nada parece que vai passar, um grito preciso que eu preciso dar mas só uma pessoa pode escutar, por enquanto. E quando passar, pior é a certeza que vai passar e depois vai voltar, simplesmente vai passar, como se nada tivesse acontecido, como se fosse tudo um jogo, uma peça de teatro onde eu vivia apenas um personagem.
engraçado como Closer nunca fez tanto sentido na minha vida como nesses dias... (clichês)
quarta-feira, 10 de março de 2010
Aprendiz de Lisbela
O que aconteceu com os romances hollywoodianos? Por que ninguém mais corre atrás dos outros? Ninguém sobe vinte andares de escadarias de um prédio, ninguém vai até o aeroporto atrás de algum vôo perdido, ninguém tem fôlego para serenatas noturnas com violão, ninguém tem pique para escalar sacadas, ninguém abre as portas de uma igreja qualquer e a plenos pulmões sai gritando que se opõe ao casamento. Não, isso não existe mais. É muito cômodo ficar em casa remoendo a situação ao invés de enfrentá-la. Aquela velha questão da discrição, de ser resignado e segurar seus impulsos apaixonados para não quebrar a cara depois. Às vezes eu fico aqui me perguntando se eu lutei o suficiente pelas pessoas que passaram pela minha vida. Eu deveria ter dado mais do meu sangue, do meu suor, das minhas lágrimas. Eu deveria ter dito tudo o que eu tinha guardado. Eu preciso de um atestado de intensidade vivida para entregar na porta do céu ou do inferno quando eu morrer. Eu preciso saber que fiz o possível, saber que valeu a pena. E quanto mais eu penso nisso, mais eu tenho certeza de que não moro em Hollywood e que de nada adiantaria fazer tudo isso. Aliás, agora eu não moro mais em nenhum lugar específico e algumas lutas sempre serão em vão.
Não, eu vou mudar. Eu vou correr atras, eu vou gritar, eu vou dizer o que nunca disse, ou melhor, eu vou dizer a pessoa certa o que eu nunca disse. Dessa vez não cabe calar, esperar passar, ficar muda, procurar outro alguém. Dessa vez não.
um brinde ao meu primeiro passo.
texto daqui. vale a visita, demais!
O que aconteceu com os romances hollywoodianos? Por que ninguém mais corre atrás dos outros? Ninguém sobe vinte andares de escadarias de um prédio, ninguém vai até o aeroporto atrás de algum vôo perdido, ninguém tem fôlego para serenatas noturnas com violão, ninguém tem pique para escalar sacadas, ninguém abre as portas de uma igreja qualquer e a plenos pulmões sai gritando que se opõe ao casamento. Não, isso não existe mais. É muito cômodo ficar em casa remoendo a situação ao invés de enfrentá-la. Aquela velha questão da discrição, de ser resignado e segurar seus impulsos apaixonados para não quebrar a cara depois. Às vezes eu fico aqui me perguntando se eu lutei o suficiente pelas pessoas que passaram pela minha vida. Eu deveria ter dado mais do meu sangue, do meu suor, das minhas lágrimas. Eu deveria ter dito tudo o que eu tinha guardado. Eu preciso de um atestado de intensidade vivida para entregar na porta do céu ou do inferno quando eu morrer. Eu preciso saber que fiz o possível, saber que valeu a pena. E quanto mais eu penso nisso, mais eu tenho certeza de que não moro em Hollywood e que de nada adiantaria fazer tudo isso. Aliás, agora eu não moro mais em nenhum lugar específico e algumas lutas sempre serão em vão.
Não, eu vou mudar. Eu vou correr atras, eu vou gritar, eu vou dizer o que nunca disse, ou melhor, eu vou dizer a pessoa certa o que eu nunca disse. Dessa vez não cabe calar, esperar passar, ficar muda, procurar outro alguém. Dessa vez não.
um brinde ao meu primeiro passo.
texto daqui. vale a visita, demais!
terça-feira, 2 de março de 2010
Domingo eu quis dizer um tanto de coisas, mas não sou boa com palavras faladas, elas fogem, flutuam, bem na minha frente, me deixando sempre assim: muda.
Eu queria ter te dito que não importam, verdadeiramente, as nossas diferenças, que deveríamos olhar apenas nossas semelhanças. Nosso jeito magrelo desengonçado, nossos olhos pequenininhos e apertados, mais rápidos que nosso pensamento, nosso gosto por danças, nosso gosto por teatro, nosso humor bem aparente, nossa teimosia latente, nossos nomes franceses, nosso sorriso fotográfico...
Seria capaz de passar horas listando semelhanças que fazem de nós, ao primeiro olhar mais cauteloso, irmãs. Mas aqui não é o lugar para lista-las, nem o momento...
Por hoje, só queria dizer que mesmo com tudo que aconteceu e acontece, eu tenho orgulho de você. E que domingo você me ensinou um tipo novo de amor fraternal, aquele baseado em sangue.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Amanhã é, de fato, a primeira segunda feira do ano.
Quando, a 51 dias atrás, pulamos sete ondas, abraçados e levemente embriagados, não tínhamos certeza de como seria o ano de 2010. Um amontoado de esperanças somado a um amontoado de sonhos, era tudo que visualizávamos para esse ano.
Agora, janeiro passou como que um ano inteiro, uma serie de ondas fortes para mudar o pouco que havia de concreto nesse ano e fevereiro chega ao fim trazendo a única certeza: esse será um ano de viagens. Viagens... essa parece ser a única e reconfortante certeza desse ano.
Ano passado, comecei o ano no Rio, em 24h estava em São Paulo e antes do fim do segundo dia estava aqui. Depois, Natal, João Pessoa, Pipa, Belo Horizonte, muitos dias em Canoa, Salvador, Morro de São Paulo... Foi um ano de viagens, que nem se comprar a lista de distintos de 2010. Areia, Curitiba, Natal, São Paulo, Uberlândia, Brasília, Recife... E o melhor, eu gosto de estar assim.
Sentir falta de Fortaleza, do nosso por do sol, do nosso mar quente, do nosso vento só nosso, eu bem sinto, mas concordo: um homem precisa viajar por si mesmo, conhecer o mundo. A cada viagem, chega em casa um novo homem, para encarar uma nova uma casa. Antes o que era grande é nada, e os pequenos prazeres tornam-se os maiores. Uma viagem, seja qual for, transforma valores e agrega coisas inimagináveis. E só se aprende isso viajando.
Que venha 2010 com suas viagens e que eu nunca pare. Nunca.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Nem nos meus momentos de adolescente mais revoltada eu desprezei meu instinto materno. Nunca fui daquelas meninazinhas que dizem: não vou ter filhos! Sempre me pareceu muito certo que teria, ao menos, uma menina, desde não lembro quando chamada de Ivina. Então quando ele chegou, não foi dificuldade nenhuma amá-lo incondicionalmente.
Eu tinha 16 anos em 2004, quando, no dia 2 abril, ele nasceu. Uns grandes olhos claros de alguma cor entre verde, azul e cinza, alguma poucas dobrinhas de bebê e pouquíssimo cabelo. Eu nunca tinha segurado uma criança, e me recusei a fazê-lo pelos três primeiros meses, brincava com ele sob os olhos não muito atentos da mãe. Depois, foi me ganhando antes mesmo que eu ganhasse confiança no meu tal instinto materno e antes que setembro começasse, ele era mais meu sobrinho do que qualquer um sobrinho de sangue vai ser.
Começaram, então, as funções de tia. As tardes de sábado na minha casa, as tentativas de dar danoninho, os banhos em bacias, as fotos engraçadas, os cheiros de bebê pela casa. No meu guarda roupa surgiram camisas minúsculas, fraudas, brinquedos de morder e, de repente saiu a primeira palavra dele: bebel. Exatamente como a mãe dele me chama. Guardei a primeira chupeta, fiz vídeo dos primeiros passos, fotografei todo o primeiro aniversario. Incondicional. Aguentei a primeira internação com o coração na mão, ajudei a segurar pra tomar injeção, levei banhos de refrigerante em shoppings lotados, furei filas por estar com criança de colo, respondi inúmeras vezes: não, não é meu filho, senti saudades quando viajei a primeira vez.
De repente, hoje, me dei conta que ele já é um homenzinho... Vestido de super herói, sorrindo, magricelo, no portão, me dei conta, mais uma vez, do quanto esse meu pequeno homenzinho fez por mim. Todas as vezes que ele me abraçou apertado, que disse que me amava, que sentou no meu colo e pediu pra eu não sair, todas essas vezes ele me deu um amor e uma força que, de alguma forma, eu precisava. No fundo, ele faz por mim muito mais do que qualquer adulto capaz consegue fazer! Meu super herói favorito!
imagem: postal meu.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Dos pequenos prazeres de morar sozinha. (utopia)
Chegar em casa depois de um dia barulhento e encontrar silêncio.
Curtir o verão brasileiro de 50º bem “a vontade”.
Almoçar e só lavar a louça duas semanas depois.
Dormir e acordar a hora que bem entender.
Deixar peças de roupa pela casa quando bem entender.
Não ouvir nenhuma reclamação antes de sair de casa.
Não ouvi nenhuma reclamação quando chegar em casa.
Só se acordado se esquecer de desligar o celular.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Efemeridade.
Não fui acostumada a lidar com coisas efêmeras, minha amizades são de longa data, sou capaz de amar uma pessoa por anos, despretensiosamente. Sigo tradições como ninguém, honrando bem o título de capricorniana que tenho.
A alguns verões atrás, numa época não tão gloriosa assim da minha vida, conheci alguém que me ensinou o valou de uma coisa efêmera. O valor de um amor efêmero. Ele nunca me prometeu nada, nunca disse uma única vez: te vejo amanhã. Mas era certo, como 2 e 2 são 4, que nós veríamos amanhã e depois e depois até que os dias dele aqui tivessem todos passados.
E nos vimos, não como uma obrigação, mas com prazer, sem pensar um segundo que esses dias acabariam e sem fazer promessas que sabíamos que não poderíamos realizar. Nosso tempo era aquele, não pertencíamos ao universo um do outro e por mais que gostássemos de estar juntos sabíamos que aquilo apenas funcionava por ser passageiro.
Dessa pessoa guardo essa lição, talvez uma das maiores da minha vida: certas coisas foram feitas para durarem apenas um verão. O ruim é caber a nós entender que coisas são essas e quanto tempo é, de fato, um verão.
memória olfativa é a pior parte.
Não fui acostumada a lidar com coisas efêmeras, minha amizades são de longa data, sou capaz de amar uma pessoa por anos, despretensiosamente. Sigo tradições como ninguém, honrando bem o título de capricorniana que tenho.
A alguns verões atrás, numa época não tão gloriosa assim da minha vida, conheci alguém que me ensinou o valou de uma coisa efêmera. O valor de um amor efêmero. Ele nunca me prometeu nada, nunca disse uma única vez: te vejo amanhã. Mas era certo, como 2 e 2 são 4, que nós veríamos amanhã e depois e depois até que os dias dele aqui tivessem todos passados.
E nos vimos, não como uma obrigação, mas com prazer, sem pensar um segundo que esses dias acabariam e sem fazer promessas que sabíamos que não poderíamos realizar. Nosso tempo era aquele, não pertencíamos ao universo um do outro e por mais que gostássemos de estar juntos sabíamos que aquilo apenas funcionava por ser passageiro.
Dessa pessoa guardo essa lição, talvez uma das maiores da minha vida: certas coisas foram feitas para durarem apenas um verão. O ruim é caber a nós entender que coisas são essas e quanto tempo é, de fato, um verão.
memória olfativa é a pior parte.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Todo domingo, como que um compromisso religioso, eu tomo café com minha melhor amiga. Minha melhor amiga de décadas, se é que podemos usar décadas para medir tempo quando temos pouco mais que duas delas...
Esse domingo, depois de finalmente o ano de 2010 ter começado para mim e depois de toda minha crise depressiva pós aniversario, voltamos ao assunto do que será de nós no futuro. Ou melhor, da nossa frustração por não sermos nada no presente.
Poucas pessoas entendem quando eu expresso minha raiva comigo mesmo por ainda estar na faculdade, ainda ter que pedir dinheiro para meus pais, ainda morar na casa da minha mãe. "mas você só tem 22 anos, tenha calma!” Tanta gente, ao 22 anos, já era absurdamente importante. Melhor, tanta gente já havia de fato saído da adolescência aos 22 anos!
Mas, claro, algumas dessas pessoas fizeram escolhas que para terem uma vida adulta acabaram por sacrificar um futuro que talvez fosse promissor. Nós, como uma imensa massa universitária da classe média, sacrifica esse amadurecimento para um dia ter a chance de ter um futuro. Afinal, se eu sair de casa e arrumar um emprego que me sustente, onde vou arrumar tempo para fazer aquele curso de alemão que vai ser o diferencial no meu currículo na hora de virar vice presidente júnior daquela multinacional que vai me pagar mais do que meu pais ganham em um semestre?!
O problema é quando a gente faz uma aposta dessas sem ter certeza que os números são os premiados...
sábado, 9 de janeiro de 2010
Já é carnaval em Fortaleza! Desde ontem, blocos de pré carnaval invadem as ruas do Benfica e da Praia de Iracema com seus sons e amores. Alias, como se explica um amor de carnaval, desses assim, bem impossíveis, iguais ao que o Chico e a Elis cantam nessa música?
Para mim, esses amores são meras historias da carochinha. Nunca tive ou cheguei perto de ter nenhum, mas quem sabe esse ano não muda?
Para mim, esses amores são meras historias da carochinha. Nunca tive ou cheguei perto de ter nenhum, mas quem sabe esse ano não muda?
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