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quarta-feira, 29 de setembro de 2010


mulher de caixeiro viajante, ele disse quando eu contei. E só sorriu, dizendo, com isso, que entendia muito bem o que é nunca saber nada ao certo, mas a cada segundo ter uma certeza infinita.

Outubro, por favor, não chegue. Ei, você, por favor, não vá embora. Por favor... 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Parece que morremos de medo de amar. Amar exige que nos mantenhamos na incerteza, na surpresa, no acidente, na incompletude. Precisamos olhar para o outro e não vê-lo, enxergá-lo como um fantasma. Alguém que nunca possuiremos, alguém que nos escapa permanentemente, uma pessoa que desde o princípio estamos condenados a perder, um mortal.








ainda numa espécie de bloqueio criativo, ou de resguardo literário, ou, apenas, tentando ser uma brasileira otimista. apenas. 








via. 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

- Me dê um motivo para eu dar o próximo passo, e esquecer de toda a dificuldade que vai vir.


a coisa mais linda dessa internet é quando a gente encontra alguém que fala exatamente o que a gente queria falar, mas ficou mudo por qualquet motivo. 

o resto, você lê lindamente aqui. 

segunda-feira, 2 de agosto de 2010


A cada moleskine, a cada diário terminado, uma época da vida se fecha.
Os diários, mais longos, pedem despedidas mais formais, textos de conclusão do ano, balanços de perdas e ganhos. Os moleskines, tão pequenos e passageiros, ganham, no máximo, lista de coisas a esquecer, de contas a pagar, de promessas a cumprir.
Mesmo assim, mesmo que dure 1 ano ou apenas 3 meses, a cada fim, a sensação de novo é reconfortante. Nas novas páginas uma nova vida poderá ser escrita, sem tantos erros, sem tantos choros. Existe, sempre, novas possibilidades, novos ares...

sábado, 24 de julho de 2010

 "O beijo que você relembra a cada fechar de olhos é um maxilar feito em pedaços."


Finalmente chegou a hora de parar e ver se isso finalmente vai fechar.



o mote de hoje, e quem fala por mim, na verdade, é daqui. mais um lindissimo texto da serie fratura exposta.

segunda-feira, 21 de junho de 2010


Venha segunda feira, venha mais uma semana, venha tempo que corre... às vezes mais veloz do que queria, às vezes quase parando, se arrastando... Venha sol de todo dia, venha me acordar, me despertar, me fazer voar. Venha lua, de todo dia?, me fazer sonhar, me fazer reconhecê-lo entre tantos sorrisos.
Venha coragem para me fazer continuar, venha força para não desistir, venha tempo, corra, rápido, faça-o partir mas faça-o voltar.
Que venha mais uma semana! 



imagem linda achada aqui: http://gatekeeper.tumblr.com

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Hei segunda feira, hoje não foi um dia tão ruim...

Alias, de sexta até aqui os dias tem se configurado sobre uma outra perspectiva, um pouco mais de organização, um pouco mais de otimismo, uma luz no fim do túnel... Nada como um calendário para se riscar os dias, mesmo que esses dias sejam muitos, tudo, de repente, muda de figura...

Mas, por hoje, os desenhos me chamam... 


foto do ceu de sampa city, desse blog lindo aqui. um dos maravilhosos achados da web esse fim de semana! 

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Essa é a primeira copa do mundo que faz sentido para mim. Minto, na verdade é a segunda.
A primeira copa do mundo que me recordo é justamente a de 94. Agora, fazendo as contas, percebo que tinha seis anos. Naquele ano, tínhamos um Tv novinha, comprada em muitas prestações num consorcio, lembro também de não ter conseguido assistir a um único jogo. Me inquietava ficar na frente na Tv. Mas lembro da euforia, lembro do barrulho, lembro do festejo.
Na rua na frente de casa, pintaram uma bandeira bem grande no chão, e de todos os fios pendias bandeirinhas verdes e amarelas. Lembro também que me compraram uma blusa verde e amarela e uma sandália daquelas típicas sandálias dos anos 90. Lembro da final, de ter que ficar calada e não entender bem porque todo mundo estava tão serio, lembro do dia seguinte a vitoria do Brasil.

De 94 ate agora ainda tinha animo nenhum para nenhuma copa. A última, por exemplo, parece que deletei por completo da minha cabeça, não consigo lembrar nem onde estava na final! Mas esse ano não... Esse ano as bandeirinhas na rua parecem fazer meu coração saltar; a idéia de já já começaram os jogo, que me encontrarei com os meus amigos no meio de um dia chato para tomar uma cerveja no almoço e passar o resto do dia comemorando uma vitoria me aquece. Não, não me tornei mais patriota nos últimos 4 anos, muito menos aprendi sobre futebol, nem tenho nenhum namorado que esteja querendo encantar, apenas sou mais uma brasileira cansada desse dia a dia exaustivo e louca por uma oportunidade de fugir do mundo real.

a imagem lindíssima é daqui.  

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Quando nossa juventude tiver ido embora, quando nossos cabelos brancos começarem a aparecer, quando nossos rostos se tornarem irreconhecíveis no espelho, quando os problemas existências dos filhos se ornarem apenas coisas de adolescentes, quando os diários escritos, os livros lidos, os filmes vistos já não couberem na memória, quando a alcunha de tio der lugar a de avô, quando os sonhos se tornarem delírios, quando o nosso futuro já não o futuro principal, quando, finalmente, o tempo passar, por favor, me diga que nesse tempo só haverá calmaria e que eu não me arrependerei dos dias de hoje. 

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Me desculpe por ser assim, me desculpe por não conseguir gostar de você assim, me desculpe por ter até medo de tentar, me desculpe por não saber como te explicar, me desculpe por te querer por perto, me desculpe por ser eu mesma, me desculpe por minhas lágrimas, me desculpe pelos meus vazios, me desculpe por ser assim. 

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Tenho fase como lua, algumas duram dias outras anos. Umas se desfazem em segundo, outras duram a vida inteira.

Sabe o que eu mais amava em você? O que eu mais sentia falta? Seu desatino. Me apaixono pelo desatino das pessoas e por essa sensação de liberdade que elas me passam. Me apaixono pela inconseqüência. Sou passional.
Sou daquelas Lisbelas nordestinas que amam um filme bem Hollywood, que amam declarações exageradas, rompantes de romantismo, lembranças singelas de um sentimento.
Me apaixono por imagens mentais que crio, construo, tijolo a tijolo de pedacinhos do ser que escapam sutilmente dele. Monto personagens e com eles vivo as historias. Dos reais protagonistas ficam, normalmente, apenas o nome. E, o pior, tenho sempre a consciência da imagem, de que não passa de uma imagem.
Mas não amo essas imagens. Me proponho a ser um furacão, ou sou um furacão que tenta se ver apenas como imagem? Sou do mundo e no fim não há quem me ponha rédeas por tempo indeterminado.  Mas sou feliz assim, nessa solidão que a liberdade me traz, por isso só me apaixono por imagens e só amo homens reais.
As paixões vão embora quando a imagem se quebra, assim como surgem, de repente, de um reflexo que enxergo em alguém. Os amores, esses, eu construo de matéria sólida, rígida, plástica, que se rompe, claro, mas que antes grita bem alto pedindo socorro.
Meus amores são o oposto das minhas paixões, são quase escolhidos, calculados, programados, nascem do convivo que nasce da necessidade de alguma coisa além do meu umbigo e além do “apenas uma noite”.
Se é um erro ser assim, no fundo tão racional, mas sou. E, me desculpe, eu não vou mudar.

Talvez eu não te ame mais, mas ainda estou apaixonada.

Talvez não seja paixão, mas não vá embora, eu já sinto sua falta.



texto de ontem, só postado hoje porque já te escrito. 


Mas se quiser, já pode ir embora...
(mau humor)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Fui almoçar sozinha. Meio dia, véspera de feriado, shopping lotado, crianças acompanhadas de mães entupiam as americanas em busca de ovos de páscoa. E eu sozinha. Digo, acompanhada dos meus fones de ouvido e do meu queridíssimo ipod com a Paula Toller cantarolando qualquer coisa.
Escolhi meia dúzia de sushis vegetarianos, tomate seco, claro, uma coca cola absurdamente gelada e me posicionei na única mesa vazia. Sozinha. Até pensei em ficar olhando as pessoas e analisando quantas delas estavam só, quantos casais estavam brigando, quantos grupos de amigo escondiam paquerinhas de trabalho. Desisti. Tenho de parar de observar tudo e todos todo o tempo. Uma moça pediu para sentar, não haviam mais mesas vazias. Mas não nos falamos. Eu e ela compenetradas em suas refeições. Ou simplesmente com medo de gente.
Terminei de comer rápido, e desci, refrigerante na mão, 3 esmaltes novinhos na bolsa, felizinha comigo mesma. Na saída, a loja de acessórios para computador. Meu fone de ouvido anda tão acabado, coitado. Entrei. Vasculhei as coisas da Apple, salivando, quando um vendedor me surpreende perguntando se quero algo. Sim, quero, mas quero fones originais. Ele me jura que tem, puxa assunto, pergunta do curso (universitário com blusa do curso é phoda), depois de remexer em n pacotinhos se vira e me diz: já sei donde te conheço, tu fez cursinho tal? Opa! O cara ta realmente puxando assunto, lembrando que eu nunca ia as aulas do cursinho, então ele deve ter me notado mesmo! Eu rio, ele fala rapidinho do curso que fazia, do que queria fazer, como quem diz, lembra de mim, vai! Eu só sorrio, de verdade, não lembrava, mas agora tanto fazia, agora eu podia lembrar dele. Ele sorri, diz que ainda tinha um fone no estoque, até ontem, vai no computador, checar. Fala de como agora ganha mais trabalhando ali, que largou de vez a farmácia, não gosta mesmo, e eu finalmente reparo. Na mão esquerda, dourada e reluzente, uma aliança! Sim, uma aliança! Antes de me recuperar do choque, ele se vira e diz que, infelizmente, venderam o último, mas que se eu deixar meu telefone ele pode me ligar quando chegar. Eu sorrio, dou o número errado e saio pensando que devem existir outras lojas que vendam coisas da Apple em Fortaleza.

Estamos velhos, nos formando, nos casando, nos separando... rs