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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Meu amor,

Entender as sutilezas de certas relações é o mais difícil para mim. Entender, principalmente, que certas relações não se pretendem a ter futuro, mesmo que um futuro delas seja tão absolutamente palpável e lindamente imaginável.
Tudor torna-se mais difícil ainda quando, pelo menos para mim, essas relações já começam no plano das que tem futuro e depois se desdobram para que apenas me trarão sorrisos na velhice.
Por isso, se às vezes sou fria ou calorosa demais, deve perdoa-me. Ainda estou tentando ter certeza em que térreo você se encaixa, mas, por hora, não para com o nós.

Com amor,
B. 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Das coisas que preciso para 2011:

Aprender a dizer não.
Aprender a dizer sim sem ressalvas.
Aprender a desistir.
Aprender a não desistir facilmente.

Suponho que vou precisar de mais de um ano para colocar isso em prática. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Te dou o mérito de me fazer feliz em pequenas doses, por  pequenos detalhes, de me fazer muda diante do teu sorriso e de me fazer paciente.
Te dou o mérito de me fazer rir nas horas inconvenientes e de me fazer mais apaixonada diante da tua empolgação. Te dou o mérito, todo o mérito, de me entender quando nem eu me entendo e de apenas ficar calado, sem perguntar ou falar nada.

Hoje você ganhou um novo vocativo, eu ganhei um segredo seu, nós ganhamos um novo gosto musical. 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011


eu ainda me assunto quando vejo seu nome brilhando no celular. eu ainda me assusto. 

daqui, claro. 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Viramos adultos em grandes corpos de crianças, que, a qualquer incômodo, desatam a chorar e são prontamente atendidas...





Sem mais por hoje. Mas acreditem, eu estou feliz de estar deixando de ser criança e estar engolindo o choro cada vez mais forte. 

mote daqui, foto daqui. 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Você, que já bebeu garrafas de vinho para esquecer um amor, que se perdeu das coisas que você gostava, que ainda não sabe o que quer da vida, que já cresceu à força, que já “envelheceu”…


Hoje eu acordei nem um pouco sexta feria, meio saudosista, meio simplista. E me deparei com esse artigo. Nele, Pedro Jansen, fala da musica e do profissionalismo de Mallu Magalhães. Confesso que depois das primeiras musicas dela, nunca me dei uma segunda chance de ouvi-la, mas o texto me deu vontade de fazê-lo, e principalmente, vontade de falar da sensação dos 18 anos.

Lembro muito nitidamente dos meus dezoito anos, não da festa em si, mas do ano todo e principalmente da sensação de ter dezoito anos. Toda essa sensação se traduz numa tarde de janeiro de 2006 que passei abraçada ao meu namorado da época, sentada na sobra de uma árvore, num centro cultural daqui da cidade. Desde então, as tardes ao sol tem se tornado cada vez mais escassas, principalmente as tardes de terças ou quartas, até mesmo as de janeiro...

Porém, no texto do Jansen, o que mais me marcou foi esse conceito de envelhecer e endurecer que ele passa. Esse conceito que nos impede de entender porque uma menina de 18 anos aceita se expor dessa forma e mais ainda levar tantas criticas com tamanha leveza. Será isso mesmo? Nós envelhecemos e perdemos essa capacidade de, de certa forma, dar a cara a tapa...



eu, particularmente, estou achando os vinte e poucos anos bem mais difíceis que os da adolescência.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011


amor, esse clipe me lembra uma manhã, quando a gente acordou cansados, queimados de sol... quando eu descobrir um lugar novo para te fazer cócegas... quando a gente demorou um tempo a mas na cama, já prevendo a despedida. 

seria tão bonito se não fosse tão complicado? 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Amanhã será um dia importante, e eu travisto minha ansiedade em falta de concentração. Já sei que não vou dormir, que cedo vou estar de pé, que vou lavar o cabelo, secá-lo todinho, escolher os sapatos antes de escolher a roupa e que vou passar a manhã fingindo trabalhar, em vão.
Sei que quando for quase a hora do almoço nem vou conseguir sentar de tanta ansiedade, que vou ficar levantando a cada cinco minutos, alternando entre o banheiro e tomar água. Que vou repensar todos os lugares possíveis para almoçar porque já sei que quando você me pegar vai dizer: para onde vamos? E que eu vou chorar no segundo exato que meus olhos tocarem os seus, afinal, você está aqui por minha causa, pela primeira vez...
Então eu vou desabar, mais uma vez, e te contar todas as coisas que ninguém mais ouviu, e você vai me pagar alguma sobremesa de chocolate e eu vou chorar mais ainda e dizer que estou me lembrando dele. E você vai rir. Eu vou falar que tenho medo de nada dar certo, d’eu não dar certo, de perdê-lo mais uma vez, de perdê-la. E você vai me chamar de princesa e me acalmar.
Então eu vou voltar pro trabalho e começar meu segundo turno de espera. Vou esperar a noite chegar, o celular tocar, qualquer sinal que ele queira dar. E quando o sol se por, eu vou sair do trabalho, passar no shopping, quase comprar uma dúzia de sapatos, comer muito, ligar umas trintas vezes para você e chegar em casa atrasada. Vou desfazer a roupa que planejei a semana toda, enjoar do meu cabelo gigante, errar a mão no delineador, perder um brinco em casa, exagerar no perfume e ter medo. Vou parar na frente do espelho, repetir para mim mesma que sei exatamente o que estou fazendo, agradecê-lo mentalmente por existir ali. E vou rezar para que ele não esteja de vermelho. Então vou vê-lo. E toda certeza conquistada nos últimos meses vai desaparecer magicamente, eu vou engolir um enxame inteiro de borboletas agitadas, vou sorrir como criança. Vamos procurar coisas que eu coma no cardápio, e ele vai implicar, depois vai pedir queijo e beberemos um bocado, pra espantar o nervosismo mutuo. Ele vai me beijar, quando eu menos esperar, e finalmente, meu dia vai acabar. 

Amanhã vai ser um dia importante... 

domingo, 10 de outubro de 2010

"Ontem, fui aos bares que frequentamos. Respostas frias, como se eu procurasse um guarda-chuva, um cachecol, um isqueiro com o escudo do Santa Cruz. Eu procurava meu diário, caramba!"

a pior sensação do ano, a pior perda do ano, o vazio mais vazio que bateu por aqui e que vai fazer falta como cão por muitos anos e toda vez que eu olhar os outros diarios, arrumados por ano, esse vazio vai gritar seu espaço.
2010 não havia sido um ano bom, não havia naquelas páginas amarelas muitas coisas boas, havia o choro de despedida de janeiro, a confusão do reencontro de fevereiro, o gosto bom da manhã boa de março, litros e litros de lágrimas de abril, alguns kilos de esperança de junho e a fuga de julho. havia, também, o caos de agosto e a serenidade de setembro. havia o fim de um grande amor, o começo de uma nova historia, muitas pessoas das quais nunca mais recordarei o nome, porque só ali havia essa memoria.
havia os tickets de embarques e desembarques, os postais dos lugares queridos, os ingressos dos filmes. havia um tanto tão grande de mim que tornou-se o pior dos roubos que já sofri e que sofrei nos proximos muitos anos.

maldito seja esse ladrão infeliz, maldito!


mote do texto de hoje aqui. 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Hoje eu quero colo. Não quero nenhuma palavra, nem quero ver ninguém. Hoje eu quero colo. Quero colo e silêncio, no máximo reconhecer um cheiro confortável.
Hoje eu quero só um cheiro. Talvez um beijo, talvez um cafuné, talvez só um ombro quieto, silencioso, e só.
Hoje nada de palavras, nada de concentração, nada de ninguém. Hoje eu quero chorar no meu canto e sentir falta, apenas. 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Do cheiro no ar, do sorriso bobo, da vontade de ouvir a voz, da felicidade num telefonema, de ignorar o cansaço, do transito que praticamente não existiu, das sete horas consecutivas de trabalho que passaram como uns minutos, de tudo que não pareceria nada para ninguém mas que tornou esta a melhor segunda feira do ano.

Feliz, e só. 

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Deixar estar, deixar ficar, deixar correr, se permitir, se permitir, apenas.
Deixar amar, deixar se apaixonar, deixar passar, apenas deixar.
Como uma folha leve, ao vento, sorrir ao dormir e ao acordar, sorrir, apenas. 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Eu quase te disse, hoje, que estava com medo. Escrevi a mensagem mais apaguei. Você não entenderia, acho.

Medo do que meu Deus?

Apenas Medo. Seria a resposta. Assim, grafado com maiúscula. Apenas Medo.

domingo, 5 de setembro de 2010



"Odeio as casas modernas e os casais modernos e o sexo moderno e ser moderna. Eu quero parar com essa vidinha e ter um amor pra vida. Mas e mas e mas e mas."



imagem daqui e texto lindissimo da Tati Berardi. 




terça-feira, 31 de agosto de 2010

Agosto se esvai e desse mês de desgosto eu levarei boas e más recordações.

Levarei o som do avião pousando de volta na vida real, levarei a leveza da tarde de sábado em trio, a persistência da primeira semana executada sem falhas, o coração saltando com a chegada das primeiras mensagens, o enxame de borboletas ao saber que o furacão estava de volta.

Levarei, também, o sorriso enquanto cortava queijo para mim, a dor de saber que era apenas mais uma noite em um furacão, a calma de um beijo leve, o sorriso no olhar que me fez esquecer a dor.

Levarei as horas de espera, a ansiedade, o sorriso de felicidade a cada janela laranja piscante, os novos adjetivos e os novos sonhos totalmente verdes.

Também vou levar o ensinamento de que não é possível encarar um furacão, mesmo que estejamos dentro da armadura mais dura de todo mundo. Que de furacões, apenas nos é permitido correr, com toda força, sem olhar para trás. E que certos amores podem levar anos para serem declarados, mas isso não impede que eles existam.

E agora que setembro já pede passagem, que esse seja um mês de encontros, de sorrisos, de abraços, de amores. Um mês de reencontros. Dois já tem até data e hora. ;)


No fim, entre mortos e feridos, saímos todos vivos.

domingo, 29 de agosto de 2010

Os piores dias, no começo, foram os domingos. E ainda hoje são. Não há mais necessidade de acordar antes do almoço e tomar banho para esperá-lo. Também não há necessidade de fazer malabarismos para impedi-lo de olhar o futebol de todosantodomingo. Também não há mais a angustia de que quando o Fantástico acabar será hora de vê-lo partir.
Hoje, esses efeitos são amenizados pelos banhos de sol, pelos cafés de todo domingo, pelas horas a mais de sono. Mas em dias como hoje, quando está difícil até para eu conviver com a minha pessoa, sinto falta de alguém que cozinhe um hambúrguer vegetariano e que me ponha na cama.


Na verdade, eu não sinto falta de Alguém, eu gosto mesmo é de ser mimada! ;)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dona Sora achou aqui e hoje, entre caminhadas, horas de reclamações, encontros marcantes e telefonemas saltitantes, ela me desafiou a escrever nove coisas que ela não soubesse de mim. Levando em conta meu talento para me expor e nossos milênios de amizade, lá vou tentar.

1 – Morro de preguiça de lavar o cabelo. Gente, meu cabelo tá gigante, principalmente se comprado a cortes quase “joãozinho” que já tive. Nada mais justo que ter preguiça de lavá-lo dia-sim, dia-não. Principalmente quando é dia-sim dia-também! ^^
2- Às vezes eu fico pensando e se eu morresse agora? Eu sei que é macabro, mas é mais freqüente do que eu queria pensar. ¬¬ Acontece principalmente em aviões e barcos, apesar de que não tenho medo de nenhum dos dois. Mas SEMPRE eu fico imaginando se acontecesse um acidente, como eu sairia do lugar.
3- Odeio ficar vestida e calçada em casa. Nunca conseguiria morar em apartamento que vizinho pudesse me ver, iam viver me vendo pelada. Sério. Dá agonia! Chego em casa, banho e fico de toalha se deixar até ter de sair de casa de novo. Por isso uso roupão!
4- Da minha infância, tenho a impressão de lembrar da minha primeira palavra. Juro! Falei sapato enquanto uma tia minha tentava enfiar meu sapato no pé. Dizem que falei “papato”. Não sei se criei uma imagem na minha cabeça da cena ou se lembro. A neurolinguistica deve explicar.
5- De madrugada , tenho mania de conferir se minha vó ta respirando. Ela faz barulho pacas dormindo e para do nada. E como eu não durmo, quando ela para eu levanto e vou checar se ta tudo bem. Pura paranóia. Minha vó tem mil vezes mais saúde que eu.
6- Tô criando o habito de passar o domingo de biquíni. Acordo, juro que vou pra piscina, ponho o biquíni e até passo uma meio horinha lá, depois desisto e fico o resto do dia me prometendo que vou tomar sol. Como procrastinar até o banho de sol semanal...
7- Tenho guardada ao menos uma rosa de todos os buques que ganhei na minha vida toda. Desde o de 15 anos, passando pelos três anos de relacionamentomuitosério até pelas flores solitárias que ganhei depois. TODOS!
8- Me deram comida na boca até os 9/10 anos de idade. E se eu der sopa, saem correndo atrás de mim com a comida até hoje. Minha mãe tem dessas loucuras, galeris, mas eu era magrela e doente, o que não mudou muito nos últimos 12 anos...
9- Eu adoro comer açúcar puro. Isso, açúcar puro. Pegar o potinho, uma colher, um litro d’água e sentar na frente da TV. Sim, eu sei, minha glicose é alta.

Ta aí, depois de mais de uma hora, nove coisas que acho que quase ninguém sabe de mim. 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Eu me acostumarei facilmente a você, aos seus mimos, aos seus adjetivos, a sua dedicação.

Na verdade, acho que já me acostumei. Já sinto falta da sua voz, das suas piadas, do seu cheiro.

Eu teria uma vida feliz ao seu lado, talvez sem lugar marcado, talvez com o espírito livre. Eu sorriria todo dia, sei que me faria rir das coisas mais idiotas, mas também serei que seria grave, quando fosse necessário. Mas boa parte do tempo, eu seria a séria, você o palhaço. Mas, quem disse que eu não gosto de palhaços?


Não quero que você ocupe um lugar que não é seu, não te quero no lugar de ninguém, nem quero que meu lugar em você tenha outros sabores, sabores antigos. Quero que sejamos novos, um para o outro, novos como é possível ser quando se tem alguma historia marcante.

Não quero comparações, não quero que você conheça-o, nem quero conhecê-la. Não quero que lembre dela quando um dia brigarmos. Sim, eu já suponho que seremos algo ao ponto de um dia brigarmos. Nem quero lembrar dele nas suas ausências.


Acho, no fundo, que esse é meu único pedido. Se faça uno na minha vida, porque algo me diz que você já se faz algo. 


Foto: Adelaide Ivanova, via. 

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Você se tornou uma daquelas mulheres modernas, ele disse ontem, enquanto almoçávamos.

De cara eu contestei, mas como ele estava me escutando tanto, apenas sorri.

Mas hoje, ao chegar em casa depois de correr 1km todinho sem parar e descer do carro carregando o notebook, uma bolsa com as roupas de academia, uma revista de moda, uma bolsa gigantesca e uma barra de chocolate, me dei conta de que sou mesmo uma daquelas mulheres modernas, daquelas que vem com o programa de multi-função embutido de fábrica.

Eu acordo cedo, mais cedo do que desejaria, vou para aula, tenho reuniões durante o almoço, resolvo coisas no celular quase o tempo todo, vou para o estágio, corro todo dia, tenho mais aulas, arrisco falar uns três idiomas, entendo bem que o primer vem antes de tudo e o corretivo só depois da base, não resisto a nenhuma liquidação de sapato, acabo o orçamento antes do fim do mês, enfrento o mecânico sozinha, nunca estou satisfeita com meu peso, com minha bunda ou com meu cabelo, faço as unhas uma vez por semana, encano diariamente com minha sobrancelha, como para enfrentar a solidão, choro quando vejo um gatinho de rua e estou na TPM...

Enfim, uma daquelas mulheres malucas neuróticas. Um pouco mais que neuróticas, na verdade...