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domingo, 21 de novembro de 2010

Não é a toa que somos o que somos, não é a toa que me acho a mais parecida com você.
Inúmeros telefonemas depois, às seis da manhã, só há uma pessoa no mundo capaz de me escutar, capaz de entender que não é idiotice, capaz de entender que é preciso fugir de si mesmo às vezes, que não preciso ser forte o tempo todo.
Antigamente, e porque não até esse ano, eu achava que era como minha mãe, uma dessas fortalezas mudas, uma dessas mulheres que se faz apenas de coisas pequenas. Agora o post-it rosa colado no computador me lembra que eu tenho mais de você do que imaginava...

Eu estou fugindo, mais uma vez e sempre que necessário. 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

“a gente muda de Estado, mas não muda.”

A mensagem chegou enquanto eu caminhava,  uma nova resolução desde que você viajou. Nesses dias sozinha por aqui,  meu corpo pifou de vez. Já senti desde dor no joelho até dor de ouvido.

Eu digo que estou sozinha, mas não é bem assim, no sentido literal da coisa. Tenho umas duas ou três pessoas para as quais eu possa ligar, talvez falar uns dez minutos, mas não tenho ninguém que va dizer aquelas coisas que preciso ouvir, nem mesmo me dar bronca quando eu estiver morrendo de comer glúten.

De qualquer forma, esses dias aqui, aproveitando a cidade e guardando impressões pra eu mesma, me fizeram mais bem do que se eu tivesse saído. Precisava desse tempo olhando pro mar e pensando no que realmente quero. Não foram como as horas que me dei durante o semestre, não foram horas contadas, com prazo para acabar. Foram tardes, e noites, km’s de caminhada, pensando e pensando.

Meu corpo estava aqui, mas minha cabeça não. Ou o contrário.

Essa conclusão que você chegou,estando aí, tão longe, eu cheguei aqui, estando, talvez, mais longe ainda. Não quero ficar, mas também sei que vai ser quase igual em qualquer lugar que eu vá. Mesmo assim, em uma semana estarei indo para casa, para casa!

“tem gente que nasce para ser sozinho”

segunda-feira, 12 de julho de 2010


sempre me pergunto o que você vai guardar desses dias nossos. será que vai lembrar de mim com carinho quando crescer? será que vai entender a importância que você tem quando o mundo parece desabar a minha volta? 
o seu abraço, o seu olhar, o seu sorriso, as nossas conversinhas sobre desenho animado, seus medos exagerados... meu universo se constrói no caminhar dos seus pezinhos. como se nada além de você importasse.  

e será que algo mais importa? 


Lindas fotos de crianças aqui. 

terça-feira, 29 de junho de 2010


Desde ontem, nenhuma lágrima. Alguma irritação, claro, mas nenhuma lágrima. Sei que não vai ser assim por muito tempo, sei que quando eu subir naquele avião não vou me segurar, sei exatamente quem sou. Mas mesmo assim me surpreendo.
Por hoje, preciso acreditar que vai ser simples, assim...


(me deixa fazer drama só hoje, tá?)


segunda-feira, 14 de junho de 2010


invejo terrivelmente as pessoas de alma serena. as lineares, as constantes, as bem tecidas. invejo terrivelmente esta felicidade lenta que surge em certos sorrisos, os sorrisos que derivam talvez de experiência, talvez de simplicidade, talvez de sabedoria. seja lá o que for: desconheço.

Desconheço calmaria e linearidade, desconheço dias e noites sob um único querer, desconheço amores únicos, desconheço firmeza nas minhas decisões, desconheço decisões.
Invejo quem tem a capacidade de largar tudo, de ser livre por completo. Não sou assim, e já admito. Com a maturidade, os anos servem para algo, afinal, entende-se que é preciso, antes de tudo, assumir quem você é. Linearidade e desprendimento passam longe de mim. Sou racional na medida que minha confusão passional me deixa ser. Sou irracional.
Invejo as pessoas que não se definem por dicotomias, invejo as pessoas que partem e as que ficam, exatamente por saberem aonde querem estar. Invejo a certeza, seja ela qual for, seja ela do que for, de ser apenas um, nem que apenas por um dia.



Mote daqui, um dos textos mais lindos dos últimos tempos. 

sábado, 22 de maio de 2010

Quando eu olho pro ceu, deitada na piscina, no sol de sábado, vejo uma antena, dessas de telefone celular, cortando o céu azul de fortaleza. Eu a vejo entre o telhado da casa que ainda chamo de minha e as várias plantas que estão por aqui. Ela é tão recente e ao mesmo tempo parece tão encaixada nessa vizinhança, como se nunca tivéssemos existido sem ela...E sem ela, dos nossos quintais, veríamos apenas as plantas e os pássaros que há muito deixaram de voar por aqui.

Alias, acabo de constatar que, quando pequena, sempre via pássaros voando naquela formação estranha de pássaros, e tinha medo por ter visto Os pássaros do Hitchock cedo demais. Aqueles pássaros da minha infância já não voam mais por aqui, e hoje, nos fim de tarde, vemos no céu, apenas, a torre, cortando tudo e nós lembrando que o progresso chegou, mesmo que no fundo dos quintais ainda existam ninhos perdidos...


Sim, eu vou senti falta dessa casa, desse balanço embaixo da mangueira, dos mandacarus gigantes, das tardes na piscina, do céu cortado pela torre...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Há dias em que o caos é tão grande que o silêncio é o único desejo.
Há dias em que há tanto silêncio que o caos se faz necessário.
Mas nunca há dias onde o silêncio e o caos se complemente, onde não haja, nem que por uma ínfima fração de tempo, um desejo de um ou de outro.
O teu silêncio agora me sufoca e se perde na infinidade de coisas que fazem o caos aqui dentro.
Por hora, tudo podia calar e só você gritar.
Mas não vai acontecer bem assim. 

sexta-feira, 14 de maio de 2010

- me ensina a chorar?
- me ensina a não chorar?




(onde desliga o mundo?)

quarta-feira, 12 de maio de 2010


"Pq a minha vida é como voar num balão a sensação é maravilhosa mas eu nunca sei onde vai dar!"




no dia em que eu souber onde minha estrada começa e onde termina, eu não serei mais eu, serei só a sombra do que um dia eu fui. 



foto e texto achado, ao acaso, aqui. tão bom saber que não sou só eu que penso assim...

sexta-feira, 7 de maio de 2010


Até onde nós somos nós mesmos e até onde nós somos uma colcha de retalho das nossas memórias familiares? Até que ponto isso pode ruir quando algum dos dois se quebra?
É preciso saber quem eu sou, é preciso fé para continuar a acreditar, é preciso coragem para entender que não há o que dizer/fazer, é preciso amor para aceitar incondicionalmente, é preciso paciência para que o tempo faça tudo ser apenas mais uma lembrança.


Posso fugir?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Permaneço doente, quase um mês já, entre picadas de agulhas, litros de soro, comprimidos e diagnósticos vazios.  Não estou à beira da morte, longe disso, já estive muito pior e nem falo da época da cirurgia, apenas de outras vezes que ninguém sabia o que estava acontecendo com meu corpo. Ainda não perdi um único kg dos meu míseros 50kg, ou seja, viverei ainda algum bom tempo.
Mas, apesar da doença, seja qual for, não ser grave, meu cansaço é. Na verdade, hoje ele atingiu o patamar de gravíssimo. E essa sim é minha doença. Estou cansada do ar dessa cidade, de uma dúzia de pessoa daqui, da minha rotina sufocante, da ausência mínima de certeza sobre qualquer aspecto da minha vida, estou exausta de mim mesma.

Preciso de férias de mim mesma. Uma praia talvez, nem é preciso ser paradisíaca, mas somente silenciosa. Uma caixa de aquarelas, uns pinceis, um moleskine novinho, meu ipod carregado e nenhuma lembrança, sonho ou expectativa.
A praia e todas as outras coisas eu posso até conseguir, mas as férias de mim mesma... essas não data pra acontecer. Então eu vou só tomar um lexotan e um anti alergico e curtir minha noite de sono.


imagem daqui, uma linda galeria de arte em moleskines!

segunda-feira, 5 de abril de 2010


eu juro que ainda não me acostumei a ausência dos óculos. existem dias que quero me esconder do mundo e não tenho mais uma janela pra ficar atras! 

imagem daqui, indicações da dona Sora! 

quarta-feira, 17 de março de 2010


o texto que eu ia postar aqui foi censurado pela minha razão.
maldita razão. 

imagem daqui.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Eu não consigo mais parar de pensar, eu não consigo mais raciocinar, eu não consigo mais simplesmente ignorar. Eu vou me atropelando e atropelando tudo pelo meu caminho, eu tenho pressa de chegar a lugar nenhum. Eu penso que talvez sejam migalhas, mas eu fico feliz com as migalhas, eu penso que não deveria saber, mas eu gosto de escutar a verdade, nua e crua.

Eu não queria que nada fosse assim, eu queria parar, esperar, jogar, mas eu simplesmente não consigo, meus pensamentos são mais rápidos que minha razão, meus sentimentos movem meus pensamentos.

Isso tudo é doentio, eu devia ter desconfiados, desde o principio do principio que eu só sabia ser assim, doentia. Nada parece que vai passar, um grito preciso que eu preciso dar mas só uma pessoa pode escutar, por enquanto. E quando passar, pior é a certeza que vai passar e depois vai voltar, simplesmente vai passar, como se nada tivesse acontecido, como se fosse tudo um jogo, uma peça de teatro onde eu vivia apenas um personagem. 


engraçado como Closer nunca fez tanto sentido na minha vida como nesses dias... (clichês)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Aprendiz de Lisbela


O que aconteceu com os romances hollywoodianos? Por que ninguém mais corre atrás dos outros? Ninguém sobe vinte andares de escadarias de um prédio, ninguém vai até o aeroporto atrás de algum vôo perdido, ninguém tem fôlego para serenatas noturnas com violão, ninguém tem pique para escalar sacadas, ninguém abre as portas de uma igreja qualquer e a plenos pulmões sai gritando que se opõe ao casamento. Não, isso não existe mais. É muito cômodo ficar em casa remoendo a situação ao invés de enfrentá-la. Aquela velha questão da discrição, de ser resignado e segurar seus impulsos apaixonados para não quebrar a cara depois. Às vezes eu fico aqui me perguntando se eu lutei o suficiente pelas pessoas que passaram pela minha vida. Eu deveria ter dado mais do meu sangue, do meu suor, das minhas lágrimas. Eu deveria ter dito tudo o que eu tinha guardado. Eu preciso de um atestado de intensidade vivida para entregar na porta do céu ou do inferno quando eu morrer. Eu preciso saber que fiz o possível, saber que valeu a pena. E quanto mais eu penso nisso, mais eu tenho certeza de que não moro em Hollywood e que de nada adiantaria fazer tudo isso. Aliás, agora eu não moro mais em nenhum lugar específico e algumas lutas sempre serão em vão.


Não, eu vou mudar. Eu vou correr atras, eu vou gritar, eu vou dizer o que nunca disse, ou melhor, eu vou dizer a pessoa certa o que eu nunca disse. Dessa vez não cabe calar, esperar passar, ficar muda, procurar outro alguém. Dessa vez não. 


um brinde ao meu primeiro passo. 






texto daqui. vale a visita, demais!

terça-feira, 9 de março de 2010


eu vou mudar de cabelo, pintar as unhas de verde, colocar um salto vermelho, fugir pra são paulo, viver a vida só escrevendo...

Tõ de tpm sim, e dai?! Vai encarar?!


imagem daqui.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Hoje eu tô de mau humor, hoje eu não quero ver ninguém, hoje eu não quero ninguém me abraçando, hoje eu não quero ninguém. Hoje eu quero o fundo de uma rede, uma panela de brigadeiro, nenhum barulho, nenhuma música, nenhum filme, nenhuma tv, nenhum celular, e, principalmente, nenhum você.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010