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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011


tchau, fui ali brincar de ser um par por uma noite. 

fotos lindas daqui que combinam lindamente com o clima de chuva de fortaleza hoje. 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Meu amor,

Entender as sutilezas de certas relações é o mais difícil para mim. Entender, principalmente, que certas relações não se pretendem a ter futuro, mesmo que um futuro delas seja tão absolutamente palpável e lindamente imaginável.
Tudor torna-se mais difícil ainda quando, pelo menos para mim, essas relações já começam no plano das que tem futuro e depois se desdobram para que apenas me trarão sorrisos na velhice.
Por isso, se às vezes sou fria ou calorosa demais, deve perdoa-me. Ainda estou tentando ter certeza em que térreo você se encaixa, mas, por hora, não para com o nós.

Com amor,
B. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Te dou o mérito de me fazer feliz em pequenas doses, por  pequenos detalhes, de me fazer muda diante do teu sorriso e de me fazer paciente.
Te dou o mérito de me fazer rir nas horas inconvenientes e de me fazer mais apaixonada diante da tua empolgação. Te dou o mérito, todo o mérito, de me entender quando nem eu me entendo e de apenas ficar calado, sem perguntar ou falar nada.

Hoje você ganhou um novo vocativo, eu ganhei um segredo seu, nós ganhamos um novo gosto musical. 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011


eu ainda me assunto quando vejo seu nome brilhando no celular. eu ainda me assusto. 

daqui, claro. 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011


amor, esse clipe me lembra uma manhã, quando a gente acordou cansados, queimados de sol... quando eu descobrir um lugar novo para te fazer cócegas... quando a gente demorou um tempo a mas na cama, já prevendo a despedida. 

seria tão bonito se não fosse tão complicado? 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A gente tem mania de pedir, de reclamar, de não agradecer, de aumentar os problemas, de fazer drama de graça, de surta sem motivo aparente. Não sei bem a gente, mas eu tenho. E passei o ano de 2010 fazendo isso, e passaria, provavelmente, um bom tempo persistindo no erro se na reta final não tivessem acontecido umas coisinhas acolá.
Terça, 28 de dezembro, minha vó de 70 caiu e fraturou o pulso direito. Ela caiu de cara no chão, usa óculos e quase quebrou o nariz na queda. Realmente um milagre não ter quebrado o óculos no rosto e perfurado os olhos. De cara, um choque, um corre-corre para arrumar um traumatologista e uma equipe dispostos a operar na véspera do ano novo. Acabou que a cirurgia ficou marcado só para ontem.
Na hora que abriram, um quarto pedaço de osso aumentou em uma hora a cirurgia e quase quase as coisas complicam de vez. Depois, anestésico injetável e umas horinhas de sono no hospital. Até eu notar umas manchas vermelhas nela, e aumentando! Uma reação alérgica ao medicamento que só conseguiu ser controlada porque notamos logo. Finalmente ela apagou até hoje.
Agora, as 1 7h quase 18h, ela está em casa, com o braço imobilizado, com dores mas viva. Depois de reclamar muito, de gastar uma fortuna em hospital e remédios, acho que no fundo precisamos agradecer. Todo ano, eu e minha mãe viajamos de férias, unas 15 dias, sempre entre o natal e o ano novo, e ela fica sozinha. Se isso tudo tivesse acontecido com a gente fora? Esse ano eu tinha me programado para fazer uma cirurgia plástica, puramente estética, e se eu tivesse operada?
Na hora é bem mais fácil reclamar e achar que temos um grande problema, mas hoje eu to afim de dar uma de Pollyanna e sorrir pensando que poderia estar tudo bem pior. 

domingo, 2 de janeiro de 2011

De todas as pessoas do mundo, você é a única que me diz não.
Você me diz uns não's mudo, calado, apenas me olhando, apenas me ignorando, apenas demorando, apenas esquecendo.
Me desculpe, perdi o jeito com isso nos últimos anos. Não sou daquele tipo mulher fatal, não me acho a mais bonita, nem de longe! Mas fui me acostumando e fui descobrindo uma certa graça que há em mim. Me acostumei aos olhares, aos desejos, as vontades dos outros. Me acostumei a ter compania, compania vazia, claro, mas compania nas várias noites por aí.
Mas você não.
Você tem, claro, uma certa queda por mim, pelo meu decote, pelo meu jeito espalhafatoso. Mas tem também o dom de me por em esperar, ouvindo eternamente aquela musiquinha de atendente de telemarketing.
E isso me encanta. Me encanta tanto quanto encontrar alguém que se faça presente no meio do caos. Me encanta e me faz dependente. E esse é mais um dos seus problemas, eu não mando em você.


mais uma vez, uma linda foto daqui. 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Querida,
Reli esse texto aqui e uns outros tantos daqui. Pensei no fim do ano. Reli as mensagens. Contei as ligações e as menções positivas no diário. Fiz um balanço das risadas, das manhãs que chegaram muito cedo e das noites que foram muito curtas. Conclui, no fim, que talvez te deva desculpas.
Naquele dia você, possivelmente, não fazia idéia de quem eu era. Eu, naquela quinta feira, como você, nessa quinta feira, não deixei transparecer nada além de leves sinais. Tão discretos que possivelmente você nem notou.
No começo, nessa quinta feira, eu tentei não demonstrar nada. Eu te abracei primeiro. Eu fingi não vê-lo nem senti-lo. Mas eu estava feliz. Feliz como só mulheres que amam sabem ser felizes. Feliz por dessa vez não ser eu a juntar os cacos. Egoistamente feliz.
No começo, eu me portei direito, mantive distancia, dei espaços. Mas há sempre aquele nosso amigo álcool que vem para quebrar barreiras, e no fim eu já não era tão discreta assim, nós já não éramos tão discretos assim e não sei se nessa noite foi você que no fim chegou em casa juntando os seus pedaços.
Talvez não caiba desculpas aqui, mas são quase 2h da manhã, é fim de ano, minha cabeça está, instintivamente  nele, e achei melhor ter a consciência limpa. Egoistamente. Mas quem disse que eu não sou egoísta?! 

B. 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Eu não queria. Não te queria. Não queria suar frio antes de ver. Não queria te amar. Não queria te amar a tanto tempo. Não queria te amar sem te dizer.
Eu não queria ser tão entregue. Não queria. Não queria estar mercê dos seus quereres. Não queria ser sua sem ser minha.
Eu não queria não resistir aos teus olhos. Não queria. Não queria ter essa certeza de que você é meu. Não queria te ter só por um segundo. Não queria te ter sem saber se amanhã vou te ter. Não queria te ter sem saber dizer.

Amor, queria te dizer, achei uma musica tão igual a nós, tão nós... 

sábado, 27 de novembro de 2010

Vou tentar não pedir nada, nem esperar, nem ficar compulsivamente buscando sinais. Vou interpretar isso como um pequeno recomeço bom, um passo pequeno, nada demais, uma fagulhazinha no meu do nada. Mas confesso, estou, de alguma forma, feliz por te ter aqui. 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dois meses atrás o primeiro nós, dito assim, no plural, na hora mais imprópria do universo.
Calada, te pedi um tempo, um espaço, dei a cara tapa mais uma vez, me perdi habitualmente, e me achei quando na fraqueza descobri que não doía quase nada se comparado a ti.
Se já é a hora, se ainda vamos esperar, se tudo vai ser exatamente como antes ou exatamente como nunca foi, estou pronta. De armadura e escudo.

Estou me jogando na boca do leão, e incrivelmente gosto disso.

sábado, 20 de novembro de 2010

Não há mais nada a fazer, falar, ou sequer pensar. Se nada foi suficiente, o  tarôt acaba de me dar um oito de copas. Um fim no meio do caminho. 


às vezes eu não queria ser tão assim... 


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Eu não vou estar aí com você hoje, nem você lerá isso, ainda nem sabe ler!, mas nesse dia não como não pensar em você. No seu primeiro dia das crianças, você era um lindo bebezinho de olhos grandes e sorridente, muito simpático, bem diferente desse menino magricelo e tímido de hoje. Você sorria com uma boquinha sem dentes e brincava com meu cabelo colorido como se fosse uma espécie de doce.
Você era meu consolo e minha vida.
Os anos foram passando e hoje já é seu sétimo dia das crianças. No meio desses anos todos, eu já fui chamada para montar barraca, montar pista de corrida, encher brinquedo d’água, traduzir vídeo game. Também já dei carrinhos, espadas, jogos educativos, cavalinhos de madeira! E ganhei, por todo serviço prestado, o título que mais me orgulho: o de tia. Titia Bebel para você. A tia para quem você corre quando quer ler de dinossauros ou quer saber o nome do personagem do Ben10.  A tia que você acha que te ensina a ler enquanto você a ensina a jogar Wii, mas que, no fundo, aprende com você cada dia mais um pouco. 

sábado, 9 de outubro de 2010


Quando não se ousa amar sem reservas é que o amor já está muito doente.


Goethe

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Eu me perdi, e não há mais porque negar isso. Eu me perdi e espero ter me achado, mas, se eu tiver mesmo me perdido, agora, tanto faz, já não importa mais, já não importa mais... 




sábado, 18 de setembro de 2010

Eu tive raiva, muito raiva. Ao mesmo tempo que meu coração saltava de felicidade por ouvir sua voz. Raiva e felicidade, as duas coisas que você é capaz de produzir.
O quão era injusto você me ligar naquela hora, naquele segundo, quando eu havia decidido de fato deixá-lo para trás.
 Quando você desligou, chorei como uma criança, chorei baixinho, assustada, com raiva e mais uma vez doeu como nunca doeu com nenhum outro. Doeu ter ouvido tudo que ouvi nessa hora. Porque não um mês atrás? Porque não?
Seus erros, sua ausência, nossa confusão admitida na tua voz, nas tuas palavras e minha perplexidade. Minha negação. Minha vontade de dizer, sim, foi tudo isso, nunca entendi porque não nos demos tempo, porque nos evitamos, porque...
Mas eu calei, e disse apenas que eu queria começar a criar parâmetros. E chorei.
Acordei hoje como se tudo não tivesse passado de um sonho. Conferi o numero no celular mil vezes e depois concluí que tudo fora um pesadelo.

Não, eu não vou voltar, ainda não é tempo, ainda não é tempo. 

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estranhas coincidências, estranho cheiro no ar, estranha falta que você faz...







Ainda acredito em destino, que o que há para ser será, não importa que demore dez anos, ou quem sabe mais.


imagem daqui.