Agosto se esvai e desse mês de desgosto eu levarei boas e más recordações.
Levarei o som do avião pousando de volta na vida real, levarei a leveza da tarde de sábado em trio, a persistência da primeira semana executada sem falhas, o coração saltando com a chegada das primeiras mensagens, o enxame de borboletas ao saber que o furacão estava de volta.
Levarei, também, o sorriso enquanto cortava queijo para mim, a dor de saber que era apenas mais uma noite em um furacão, a calma de um beijo leve, o sorriso no olhar que me fez esquecer a dor.
Levarei as horas de espera, a ansiedade, o sorriso de felicidade a cada janela laranja piscante, os novos adjetivos e os novos sonhos totalmente verdes.
Também vou levar o ensinamento de que não é possível encarar um furacão, mesmo que estejamos dentro da armadura mais dura de todo mundo. Que de furacões, apenas nos é permitido correr, com toda força, sem olhar para trás. E que certos amores podem levar anos para serem declarados, mas isso não impede que eles existam.
E agora que setembro já pede passagem, que esse seja um mês de encontros, de sorrisos, de abraços, de amores. Um mês de reencontros. Dois já tem até data e hora. ;)
No fim, entre mortos e feridos, saímos todos vivos.

